quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

DEUS É INCOMPREENSÍVEL, PORÉM COGNOSCÍVEL

Por Pr. Paulo Henrique

Deus é incompreensível
   Com isto não se quer dizer que não possamos compreender nada a respeito de Deus, mas sim que nunca o poderemos compreendê-lo exaustivamente. Um dos atributos de Deus é sua infinitude, ou seja, Ele é infinito. Portanto, não é possível a criaturas finitas compreender totalmente um Ser infinito.
  Deus não é comparado a nada, ou seja, Ele não é exatamente como ninguém ou nenhuma coisa. Não somos capazes de imaginar como Deus é em sua plenitude. A Bíblia diz que Ele transcende, ou seja, está além do universo, ao mesmo tempo em que está bem próximo de cada um de nós.

Deus é cognoscível (conhecível)
   Embora não possamos conhecer a Deus exaustivamente, não significa que possamos conhecer nada sobre Deus. Pelo contrário, o desejo de Deus é que “conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os 6.3). Na verdade, não poderíamos conhecer a Deus se Ele não tivesse decidido revelar-se a ao homem. Todo e qualquer conhecimento que qualquer criatura finita poderia ter de Deus, teria de depender da revelação de Deus. A revelação de Deus é uma expressão da graça divina para com o homem.
    Foi iniciativa de Deus tornar-se conhecido. Ninguém o obrigou a isto; ninguém o descobriu por acidente. “Num ato voluntário, Deus fez-se conhecido aos que, de outra forma, não poderiam conhecê-lo”.[1] Ele também determinou as ocasiões de sua revelação. Sua revelação foi progressiva. Ele não se revelou de uma única vez, mas escolheu por revelar-se paulatinamente ao homem, ao longo de muitos séculos. O alvo final da auto revelação de Deus, através das Escrituras Sagradas, é que as pessoas venham a conhecê-lo de modo real e pessoal.
    O conteúdo desta revelação é aquilo que Deus queria que fosse comunicado - nada mais, nada menos do que isso. Ou seja, o conhecimento que Deus revelou de si mesmo nas Escrituras é tudo o que o homem precisa saber a respeito de Deus. O que Deus não revelou está além das necessidades e possibilidades da descoberta humana:

     “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei” (Dt 29.29).

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[1] HORTON, Stanley M. (Org.). Teologia sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 67.

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