terça-feira, 19 de outubro de 2010

Frases para pensar (2)

"Nossas vidas começam a perder o sentido no dia em que ficarmos calados diante de coisas que importam." / "Our lives begin to end the day we become silent about things that matter." (Martin Luther King Jr.)

"Fé é pisar no primeiro degrau, mesmo que você não veja a escada inteira." / "Faith is taking the first step, even when you don't see the whole staircase." (Martin Luther King Jr.)

“Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.” / "A little science separates us from God. A lot of science brings us closer" (Louis Pasteur)

"Quase todos os homens suportam a adversidade, mas se você quiser testar o caráter de um homem, dê-lhe o poder." / "Nearly all men can stand adversity, but if you want to test a man's character, give him power." (Abraham Lincoln)

"Grandes mentes discutem idéias; mentes medianas discutem eventos; mentes pequenas discutem pessoas." / "Great minds discuss ideas; Average minds discuss events; Small minds discuss people." (Eleanor Roosevelt)

"As pessoas não gostam de pensar. Quando alguém pensa, vai chegar à conclusões. E as conclusões nem sempre são agradáveis." / "People do not like to think. If one thinks, one must reach conclusions. Conclusions are not always pleasant." (Helen Keller)

"No final, nós não nos lembraremos das palavras de nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos." / "In the end, we will remember not the words of our enemies, but the silence of our friends." (Martin Luther King Jr.)

"O silêncio é o maior dos martírios; nunca os santos se calaram." / "Silence is the greatest of the martyrdoms, the Saints never were silent" (Blaise Pascal)

"É o coração que sente Deus e não a razão." / "It's the heart that feels God and not reason." (Blaise Pascal)

"Seu caráter é a soma total de seus hábitos. É o que você faz habitualmente" / "Your character is the sum total of your habits. It's what you do habitually." (Rick Warren)

"Meu objetivo nunca foi salvar o mundo, mas certificar-me que todos no mundo saibam que existe um Salvador" / "My goal has never been to save the world but to make sure everyone in the world knows there is a Savior" (Rick Warren)

"A obra de Deus, feita ao modo de Deus, nunca ficará sem a provisão de Deus" / "God's work done in God's way will never lack God's supply" (Hudson Taylor)

"Você pode dar sem amar. Mas você não pode amar sem dar." - Amy Carmichael (1867-1951), missionária na Índia / "You can give without loving. But you cannot love without giving." - Amy Carmichael (1867-1951), missionary to India.

"O Evangelho é a única boas novas, se chegar lá a tempo" / "The Gospel is only good news if it gets there in time" (Carl F. H. Henry)

"Deus não nos ama porque somos bons. Ele nos faz bons, porque Ele nos ama." / "God doesnt love us because we're good. He makes us good because he loves us" (C. S. Lewis)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

QUEM É JESUS CRISTO?

Por Pr. Paulo Henrique

     Quando Jesus veio a este mundo, nascendo numa família judaica, ele não era inesperado. Pelo contrário, nenhum povo na história alimentou tantas esperanças acerca do nascimento de outro homem, como o povo judaico. Os anos de sofrimento e de sucessivas dominações estrangeiras pelos persas, gregos, egípcios, sírios e, por fim, dos romanos, contribuiu para aumentar estas expectativas. Os judeus aguardavam ansiosamente o Salvador, o Messias. Eles aguardavam um grande rei, a exemplo de Davi ou Salomão. Foi neste contexto que nasceu Jesus.
     Nascido em uma família pobre, teve como berço uma manjedoura, logo nos primeiros dias de sua vida na terra. Quase não há relatos sobre a sua infância, adolescência e juventude. Mas sabemos que exerceu a profissão de carpinteiro (Mt 13.55; Mc 6.3). A cidade onde cresceu e passou a maior parte da sua vida, foi a pequena cidade de Nazaré. Era uma cidade sem muito destaque e, de certa forma obscura em Israel, tanto que ela não aparecia na lista de sessenta e três cidades galiléias mencionadas no Talmude.
     Iniciou o seu ministério com quase trinta anos de idade. Seus discípulos foram, na maioria, galileus. O tempo de seu ministério foi de apenas pouco mais de três anos. Mas, apesar disto, exerceu uma influência tão extraordinária sobre a humanidade, que nem mesmo a palavra “extraordinário” consegue determinar.
     Muitos homens se destacaram na história da humanidade por seus grandes feitos, mas nenhum deles se compara a Jesus. Nem eles mesmos se atreveriam a fazê-lo, não importa quão nobre ou heroico tenham sido seus feitos. Jesus é simplesmente incomparável!
     Nem mesmos os céticos e ateus, por mais que tentem, podem negar a influência de Jesus sobre toda a humanidade. Ninguém mais influenciou tanto a humanidade como ele. A cada novo ano, ou mesmo uma simples consulta ao calendário, recorda que Jesus dividiu a história da humanidade ao meio (antes e depois de Cristo).
     No decorrer da historia Jesus tem recebido vários títulos, que expressam sua grande influência sobre toda a humanidade. Títulos como: grande mestre, grande revolucionário, grande pensador, grande líder, dentre muitos outros. Porém, qualquer juízo a respeito de Jesus, por mais nobre que possa parecer, se primeiro não reconhecer o fato dele ser Deus encarnado é, na verdade, uma depreciação do seu ser e uma grande ofensa.
     A pergunta que Jesus fez para seus discípulos há quase dois mil anos atrás continua relevante: “E vocês? Perguntou ele. Quem vocês dizem que eu sou?” (Mt 16.15).
     A coisa mais importante na vida do homem é conhecer a Jesus. Mas, não basta um conhecimento teórico ou superficial. Por meio das Escrituras Sagradas, podemos entender a pessoa e a obra do Filho de Deus, Jesus Cristo.

sábado, 9 de outubro de 2010

O PROBLEMA DO MAL NO MUNDO

Por Pr. Paulo Henrique P. Cunha

     Nenhum outro assunto tem gerado mais controvérsias ao longo dos séculos do que o problema do mal no mundo. Este é um dos mais antigos, controversos e profundos problemas tanto da teologia como da filosofia.
      Existem pelo menos três perspectivas básicas sobre Deus e o mal no mundo: o Ateísmo que afirma a realidade do mal, mas nega a existência de Deus; o Panteísmo que afirma a existência de Deus, mas nega a realidade o mal; e o Teísmo que afirma tanto a existência de Deus como a realidade do mal, o que parece discordante.
      Os ateístas questionam: “Se Deus existe, por que Ele permite o mal?”. A existência do mal parece contradizer muitos dos atributos de Deus como sua bondade, justiça e seu amor. Existem muitas tentativas de mostrar que Deus não é responsável pelo mal no mundo. Algumas bem sucedidas outras não. Alguns tentam defender a existência de Deus abandonando a ideia da sua onipotência. Para estes, Deus está tentando vencer o mal, e o venceria se pudesse, mas infelizmente Ele não é capaz de fazê-lo. Outros procuram modificar (diminuir) a ideia da bondade de Deus, no caso de alguns calvinistas mais radicais (extremados), que não hesitam em usar o termo determinismo para descrever Deus como o causador de todas as coisas, inclusive dos atos humanos.
      Os panteístas preferem ignorar o problema do mal no mundo chamando-o de ilusão. Mas se o mal é uma ilusão, por que parece tão real? Além disso, de onde teria vindo esta ilusão? A dor e o mal são aspectos da vida de todo ser humano, que as experimentam em determinado grau, uns mais outros menos, fazendo com que a ideia panteísta se torne algo absolutamente sem sentido, longe da realidade presente de cada dia.
     Uma solução completa a respeito do mal no mundo está além da nossa capacidade humana (finita) de compreensão, mas a Bíblia nos fornece muitas respostas a estas questões essenciais. “A resposta do Teísmo consiste em indicar vários fatos básicos. Deus não pode produzir, nem promover o mal; Ele pode, no máximo, permiti-lo. Todavia, por ser onipotente, Ele pode tanto vencer o mal, quanto fazer surgir um bem ainda maior, quando Ele o permitir.”[1]
     Quando a Bíblia afirma que Deus é o autor de tudo quanto existe, isto não se aplica ao mal. Geisler faz importantes observações a este respeito:

     “Deus é autor dalgumas coisas apenas indiretamente. Por exemplo, Deus criou a liberdade, mas Ele mesmo não cumpre atos de maldade, nem através do livre arbítrio do homem. Usando outro modo de falar: Deus não cria o mal de modo direto ou essencial mas, sim, apenas incidentalmente. Deus é diretamente responsável somente pelo fato da liberdade, não por todos os atos da liberdade. É lógico, Deus criou a possibilidade do mal quando fez os homens livres. Mas são as criaturas livres que levam a efeito a realidade do mal. Deus é indiretamente pelo mal sendo que tornou possível o mal. Mas a possibilidade do mal é realmente um bem – é necessário para a liberdade humana. O poder do livre arbítrio é um bom poder; o fato de que os homens abusam da liberdade não torna má a liberdade. Os homens abusam de tudo, inclusive da água e do ar no seu meio-ambiente. Mas isto não significa que a água e o ar são maus.
     [...] O mal não é uma “coisa” (ou substância). O mal é uma privação, ou ausência do bem. O mal existe noutra entidade (como a ferrugem existe num automóvel ou a podridão numa árvore), mas não existe por si mesmo. Nada pode ser totalmente mal (num sentido metafísico). Não se pode ter um carro totalmente enferrujado nem uma roupa totalmente comida pelas traças. Se, pois, fosse completamente destruído, logo, não existiria de modo algum. O cristão indica a Escritura que diz que tudo quanto Deus fizera era ‘bom’ (Gn 1.31); até hoje, ‘tudo que Deus criou é bom’ (1 Tm 4.4), ‘nenhuma coisa é de si mesmo impura’ (Rm 14.14).”[2]

     A Bíblia demonstra que Deus é absolutamente perfeito (cf. Dt 32.4; 2 Sm 22.31; Sl 18.30) e, portanto, Deus não peca nem tão pouco criou o pecado. Da mesma forma, as Escrituras afirmam que Deus é completamente santo e não pode aprovar o pecado de maneira alguma. Sendo assim, Deus não pode estimular nem tentar ninguém ao pecado: “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta” (Tg 1.13).
     Deus não criou mal e nem estimula alguém ao pecado, mas Deus pode permiti-lo, e isto o faz. Os homens não seriam humanos se não possuíssem o livre arbítrio. Mas ao criar o homem com livre arbítrio, Deus criou a possibilidade do pecado. Deus não precisava criar o mundo, mas Ele o fez por sua própria vontade (Ef 1.11). Deus criou o homem semelhante a Ele mesmo, com a capacidade de amá-lo livremente, mas também poderiam odiá-lo. Deus deseja que todos os homens o amem, mas não forçará nenhum deles a amá-lo contra sua vontade. O amor forçado nunca foi e nunca será verdadeiro amor. Deus permite o mal a fim de produzir um bem maior. Se Deus tivesse evitado o mal, Ele teria de nos fazer diferentes do que somos. Deus decidiu criar seres que teriam comunhão com Ele e lhe obedeceriam, por livre escolha, mesmo sob a tentação de agir de maneira diferente.
     No fim, o máximo bem será atingido de várias maneiras:
     1) Deus terá compartilhado o Seu amor com todos os homens (Jo 3.16);
     2) Deus persuadirá com amor a tantos quanto for possível (2 Pe 3.9), mas respeita a decisão de cada um, seja qual for;
     3) Deus salvará tantos quanto possível sem violar o livre arbítrio deles (1 Tm 2.1);
     4) Os que não forem salvos receberão o destino que eles mesmos escolheram (Jo 3.19), de maneira que, o “bem” da sua liberdade será respeitada.

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[1] GEISLER, Norman L.; Teologia Sistemática. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 65.
[2] GEISLER, Norman L.; FEINBERG, Paul D. Introdução à filosofia: Uma perspectiva cristã. São Paulo: Edições Vida Nova, 1983, p. 262.