segunda-feira, 28 de junho de 2010

Carta Informativa - Junho de 2010

São José do Vale do Rio Preto / RJ, 28 de Junho de 2010.

Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp 4.12,13).

Amados irmãos e companheiros na obra missionária,

Que a graça e paz de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo vos sejam multiplicadas.

   Estamos todos bem, graças ao nosso Bom Deus. Ele é fiel e tem cuidado de nós de uma maneira especial, apesar das muitas lutas e desafios.
   Gostaríamos de já ter uma definição sobre os vistos para a Itália, mas ainda estamos na expectativa da resposta dos novos contatos que fizemos. Estamos com grandes expectativas de estarmos indo para o campo já no início do próximo ano. Continuem batalhando conosco em oração sobre isto.
   Cremos que estamos bem próximos de ir para a Itália, mas ao mesmo tempo, sentimos um aperto no coração diante dos muitos desafios que ainda temos pela frente. Mesmo com a forte queda do valor do euro nos últimos meses, temos apenas cerca de 60% do valor necessário para o nosso sustento na Itália, lembrando que se o câmbio do euro não tivesse caído, o desafio seria ainda maior.
   Na verdade, para mim foi muito difícil deixar tudo (as muitas possibilidades e sonhos que tinha), para viver de ofertas na obra missionária, mas Deus tem trabalhado na minha vida e tenho aprendido bastante. Hoje, entendo que é um privilégio servir na obra missionária, apesar dos grandes desafios e lutas que só Deus e outro missionário podem entender. Se, estou na obra missionária é porque tenho profunda convicção da minha chamada. Não tenho a "coragem" de Jonas de fugir da vontade de Deus. A vontade de Deus é, e sempre será, o lugar mais seguro da terra.
   É algo notório que o maior desafio no Brasil não é a falta de missionários que estejam dispostos a deixar tudo para ir até os confins da terra levar o Evangelho, mas sim, a falta de igrejas e pessoas que possam apoiá-los na obra missionária.
   No ano 2.000 os mórmons tinham cerca de 11 milhões de membros no mundo e cerca de 60.000 missionários em mais de 150 países. Atualmente, os evangélicos no Brasil são mais de 55 milhões de pessoas e apenas cerca de 3.200 missionários transculturais, trabalhando em pouco mais de 100 países. Infelizmente, esta rápida comparação deixa claro que a Igreja brasileira não tem levado a sério a Grande Comissão de Cristo.
    A Igreja Morávia foi um dos mais vívidos exemplos de uma igreja genuinamente comprometida com missões. Eles chegaram a ter um missionário transcultural para cada 45 membros. A Igreja Morávia também é um exemplo na retaguarda dos missionários. No dia 27 de agosto de 1727, 24 homens e 24 mulheres comprometeram-se a orar uma hora por dia de forma sequencial, de forma que haviam pessoas orando por missões 24 horas por dia. Esta vigília missionária prosseguiu sem interrupção, 24 horas por dia, durante mais de 100 anos. A minha oração é para que Deus dê a igreja brasileira o mesmo avivamento missionário. Muito mais poderia ser feito pela igreja brasileira, mas louvamos a Deus, por aqueles que, a semelhança da igreja morávia, estão fazendo a diferença em missões.
   Nós, de maneira especial, somos imensamente gratos a todos amados irmãos e igrejas que têm nos apoiado na obra missionária. Sei que para alguns não têm sido uma tarefa fácil devido às limitações e dificuldades, mas ainda assim têm feito o seu melhor. Não temos palavras para expressar a nossa gratidão, mas sei que o Senhor haverá de recompensá-los de maneira especial. Como é bom saber que temos amados irmãos tão queridos, em nossa retaguarda, segurando as cordas da oração e contribuição. Muito obrigado a todos!

   Com gratidão,

Pr. Paulo Henrique, Alessandra, Matheus e Lucas
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