sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO!

FELIZ ANO NOVO!
Subho Nababarsho (bengali)
Nav Varsh ki Subhkamna (hindi)
Happy New Year (inglês)
Felice Anno Nuovo (italiano)

Frases para pensar (6)

"Você nunca é velho demais para estabelecer um outro objetivo ou sonhar um novo sonho" / "You are never too old to set another goal or to dream a new dream" (C. S. Lewis)

"Nenhum indivíduo tem o direito de vir ao mundo e sair dele sem deixar algo para trás." / "No individual has any right to come into the world and go out of it without leaving something behind." (George Washington Carver).

"Ore como se tudo dependesse de Deus. Trabalhe como se tudo dependesse de você." (Agostinho) / "Pray as though everything depended on God. Work as though everything depended on you."  (Augustine)

"Temos de enfrentar as incertezas deste mundo com a certeza do mundo que virá. " / "We must meet the uncertainties of this world with the certainty of the world to come." (A.W. Tozer)

"A oposição não é apenas uma evidência que Deus está abençoando, mas é também uma oportunidade para crescer." / "Opposition is not only evidence that God is blessing, but it is also an opportunity for us to grow." (Warren Wiersbe)

"Um homem pode perder as coisas boas da vida contra a sua vontade; mas se ele perder as bênçãos eternas, ele o faz com seu próprio consentimento" (Agostinho) / "A man may lose the good things of this life against his will; but if he loses the eternal blessings, he does so with his own consent." (Augustine)

"Sucesso é o critério do mundo para mérito; o de Deus é fidelidade ." / "Success is the world's criterion of merit; fidelity is God's." (Charles S. Robinson)

"As atitudes são mais importantes do que fatos." / "Attitudes are more important than facts." (George Macdonald)

"Integridade é manter um compromisso, mesmo depois que as circunstâncias mudaram." / "Integrity is keeping a commitment even after circumstances have changed."(David Jeremiah)

"Não é a postura do corpo, mas a atitude do coração que conta quando oramos." / "It is not the body's posture, but the heart's attitude that counts when we pray." (Billy Graham)

"O amor pode ser cego, mas o ciúme vê demais." (Provérbio Judaico) / "Love may be blind, but jealousy sees too much" (Jewish Proverb)

"Embora os nossos sentimentos vêm e vão, o amor de DEUS por nós permanece." / "Though our feelings come and go, God's love for us does not." (C.S. Lewis)

"Não espere; fique bem com Deus hoje." / "Don't wait; get right with God today." (Woodrow Kroll)

"Paz na terra virá para ficar, quando vivermos o Natal todos os dias." / "Peace on earth will come to stay, When we live Christmas every day." (Helen Steiner Rice)

"O ministério cristão é o pior de todos os comércios, mas o melhor de todas as profissões." / "The Christian ministry is the worst of all trades, but the best of all professions." (John Newton)

"Não é o castigo, mas a causa que faz o mártir." (Agostinho) / "It is not the punishment but the cause that makes the martyr." (Augustine)

"Quantos observam o Natal; quão poucos os preceitos de Cristo"  / "How many observe Christ's birthday! How few, His precepts!" (Benjamin Franklin)

"Aquele que não é capaz de descansar, não pode trabalhar; aquele que não é capaz de deixar ir, não pode segurar; aquele que não é capaz de encontrar lugar para por os pés, não pode ir adiante." (Harry E. Fosdick) / "He who cannot rest, cannot work; he who cannot let go, cannot hold on; he who cannot find footing, cannot go forward." (Harry E. Fosdick)

"A fé é descansar, não no melhor dos servos de Deus, mas em Sua Palavra imutável." / "Faith is to rest, not in the best of God's servants, but in His unchanging Word." (Harry Ironside)

"O mundo muda, as circunstâncias mudam, nós mudamos, mas a Palavra de Deus nunca muda" / "The world changes - circumstances change, we change - but God's Word never changes." (Warren Wiersbe)

"Se você acredita no que gosta nos Evangelhos e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você acredita, mas em si mesmo." (Agostinho) / "If you believe what you like in the gospels, and reject what you don't like, it is not the gospel you believe, but yourself." (Augustine)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL

FELIZ NATAL
Shubho bôṛodin (bengali)
Śubh krisamas (hindi)
Merry Christmas (inglês)
Buon Natale (italiano).

sábado, 18 de dezembro de 2010

Um Feliz Natal e um Abençoado 2011

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Carta Informativa - Dezembro de 2010

São José do Vale do Rio Preto / RJ, 8 de dezembro de 2010.

“Deus nunca fez uma promessa que era boa demais para ser verdade.” (D.L. Moody)

Amados irmãos e companheiros na obra missionária,

     Graça e paz da parte de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
    
     Esta é a nossa última carta deste ano e queremos aproveitar para expressar, uma vez mais, a nossa profunda e sincera gratidão a todos vocês que têm estado conosco, na nossa retaguarda de oração e contribuição. Muito obrigado a todos! Jamais nos esquecemos de todos vocês em nossas orações.
     Temos muito que agradecer a Deus por tudo que Ele fez neste ano. E, cremos que Ele estará fazendo muito mais no próximo ano. Estamos vendo Deus abrir as portas. Diante disto, estamos nos preparando para, se confirmando a vontade de Deus, estarmos indo para Portugal no meado do próximo ano. Na próxima carta estaremos dando mais detalhes.
     Como já dissemos, de lá será possível estarmos visitando a Itália a cada dois ou três meses para fazer contato pessoal com as igrejas e pastores daquele país, visando conseguir a documentação para dar entrada nos visto para a Itália. Por favor, continuem orando por isso.
    Tendo em vista as reais e claras possibilidades de estarmos indo para Portugal no próximo ano, estamos agora buscando completar o valor necessário para o nosso sustento na Europa. Não é uma tarefa fácil, mas temos plena convicção que o Deus que nos chamou para a obra missionária estará levantando novos mantenedores para este grande desafio. Tenho aprendido nestes muitos anos na obra missionária que devo me preocupar tão somente em obedecer à vontade de Deus; as nossas necessidades serão supridas pelo Senhor. Aliás, quando eu vejo o exemplo de muitos de nossos mantenedores, que na sua maioria são pessoas simples, somos constantemente desafiados e encorajados a dar a nosso melhor na obra missionária.
    É nosso sincero desejo poder continuar contanto com o apoio de todos nossos amados mantenedores e intercessores no próximo ano. Vocês têm sido participantes das nossas vitórias até aqui e, esperamos que também nos meses e anos que virão.
     Mais uma vez, queremos expressar a nossa profunda e sincera gratidão a todos. “E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra; conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça” (2Co 9.8-10).
    
      Com gratidão,

Pr. Paulo Henrique, Alessandra, Matheus e Lucas
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

DEUS É INCOMPREENSÍVEL, PORÉM COGNOSCÍVEL

Por Pr. Paulo Henrique

Deus é incompreensível
   Com isto não se quer dizer que não possamos compreender nada a respeito de Deus, mas sim que nunca o poderemos compreendê-lo exaustivamente. Um dos atributos de Deus é sua infinitude, ou seja, Ele é infinito. Portanto, não é possível a criaturas finitas compreender totalmente um Ser infinito.
  Deus não é comparado a nada, ou seja, Ele não é exatamente como ninguém ou nenhuma coisa. Não somos capazes de imaginar como Deus é em sua plenitude. A Bíblia diz que Ele transcende, ou seja, está além do universo, ao mesmo tempo em que está bem próximo de cada um de nós.

Deus é cognoscível (conhecível)
   Embora não possamos conhecer a Deus exaustivamente, não significa que possamos conhecer nada sobre Deus. Pelo contrário, o desejo de Deus é que “conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os 6.3). Na verdade, não poderíamos conhecer a Deus se Ele não tivesse decidido revelar-se a ao homem. Todo e qualquer conhecimento que qualquer criatura finita poderia ter de Deus, teria de depender da revelação de Deus. A revelação de Deus é uma expressão da graça divina para com o homem.
    Foi iniciativa de Deus tornar-se conhecido. Ninguém o obrigou a isto; ninguém o descobriu por acidente. “Num ato voluntário, Deus fez-se conhecido aos que, de outra forma, não poderiam conhecê-lo”.[1] Ele também determinou as ocasiões de sua revelação. Sua revelação foi progressiva. Ele não se revelou de uma única vez, mas escolheu por revelar-se paulatinamente ao homem, ao longo de muitos séculos. O alvo final da auto revelação de Deus, através das Escrituras Sagradas, é que as pessoas venham a conhecê-lo de modo real e pessoal.
    O conteúdo desta revelação é aquilo que Deus queria que fosse comunicado - nada mais, nada menos do que isso. Ou seja, o conhecimento que Deus revelou de si mesmo nas Escrituras é tudo o que o homem precisa saber a respeito de Deus. O que Deus não revelou está além das necessidades e possibilidades da descoberta humana:

     “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei” (Dt 29.29).

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[1] HORTON, Stanley M. (Org.). Teologia sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 67.

Frases para pensar (5)

"A fé espera de Deus o que está além de qualquer expectativa" / "Faith expects from God what is beyond all expectation" (Andrew Murray)

"Um ato de obediência é melhor do que cem sermões." / "One act of obedience is better than one hundred sermons." (Dietrich Bonhoeffer)

"Muitos casamentos seriam melhores se o esposo e a esposa compreendessem claramente que eles estão do mesmo lado." / "Many marriages would be better if the husband and the wife clearly understood that they are on the same side." (Zig Ziglar)

"Deus nunca fez uma promessa que era boa demais para ser verdade." / "God never made a promise that was too good to be true." (D.L. Moody)

"Paciência é a companheira da sabedoria." (Agostinho) / "Patience is the companion of wisdom." (Augustine)

"Nunca subestime o seu problema ou sua capacidade de lidar com ele." / "Never underestimate your problem or your ability to deal with it." (Robert H. Schuller)

"Faça algo maravilhoso, as pessoas podem imitá-lo." / "Do something wonderful, people may imitate it." (Albert Schweitzer)

"As Sagradas Escrituras são nossas cartas de casa." (Agostinho) / "The Holy Scriptures are our letters from home."  (Augustine)

"Um fariseu é duro com os outros e leve consigo mesmo, mas um homem espiritual é leve com os outros e duro consigo mesmo." / "A pharisee is hard on others and easy on himself, but a spiritual man is easy on others and hard on himself." (A.W. Tozer)

"O cristianismo significa muito mais do que ser membro de uma igreja."/ "Christianity means a lot more than church membership." (Billy Sunday)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Frases para pensar (4)

 "Fé não é a crença de que Deus fará o que você quer. Fé é a crença de que Deus fará o que é certo." / Faith is not the belief that God will do what you want. Faith is the belief that God will do what is right." (Max Lucado)

"Um homem pode falsificar o amor, ele pode falsificar a fé, ele pode falsificar a esperança e todas as outras graças,mas é muito difícil falsificar a humildade." / "A man can counterfeit love, he can counterfeit faith, he can counterfeit hope and all the other graces, but it is very difficult to counterfeit humility." (D. L. Moody)

“Eu segurei muitas coisas em minhas mãos, e eu perdi tudo... mas tudo que eu coloquei nas mãos de Deus eu ainda possuo.” / "I have held many things in my hands, and I lost everything ... but I put everything in God's hands I still possess" (Martin Luther King)

"Para mudar a sua situação, primeiro comece a pensar de forma diferente." / “To change your circumstances, first start thinking differently.” (Norman Vincent Peale)

"Faça o que puder, com aquilo que você tem, onde estiver." / “Do what you can, with what you have, where you are.” (Theodore Roosevelt)

"O coração tem razões que a razão não conhece." / “The heart has its reasons which reason knows not of.” (Pascal)

"Nem sempre você pode controlar as circunstâncias. Mas você pode controlar seus próprios pensamentos." / “You can’t always control circumstances. But you can control your own thoughts.” (Charles Popplestone)

"Experiência não pode ser herdada - cada um deve fazê-las para si mesmo." / “Experience cannot be inherited – each must make them for himself.” (Kurt Tucholsky)

"O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário."/ “The only place where success comes before work is in the dictionary.” (Vidal Sassoon)

"Erros são dolorosos quando eles acontecem, mas anos mais tarde, uma coleção de erros é o que se chama de experiência." / “Mistakes are painful when they happen, but years later a collection of mistakes is what is called experience.” (Dennis Waitley)

"A melhor coisa sobre o futuro é que ele vem apenas um dia de cada vez." / “The best thing about the future is that it comes only one day at a time.” (Abraham Lincoln)

"As orações não mudam o mundo. Mas orações mudam os homens e os homens mudam o mundo." / “Prayers don’t change the world. But prayers change men and men change the world.” (Albert Schweitzer)

"O fracasso é a oportunidade para fazer melhor da próxima vez." / “Failure is the chance to do better next time.” (Henry Ford)

"Todo mundo pensa em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo." / “Everyone thinks of changing the world, but no one thinks of changing himself.” (Leo Tulstoy)

"Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um ato, mas um hábito." / “We are what we repeatedly do. Excellence, then, is not an act, but a habit.” (Aristóteles)

"O maior erro que uma pessoa pode cometer é ter medo de cometer um." / “The greatest mistake a person can make is to be afraid of making one.” (Elbert Hubbart)

"Eu não estou preocupado se você tem cometido erros. Só estou preocupado se você não tiver aprendido com eles." / “I am not concerned whether you have made mistakes. I am only concerned if you have not learned from them.” (Abraham Lincoln)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Frases para pensar (3)

"Há dois tipos de pessoas: as que têm medo de perder Deus e as que têm medo de O encontrar." / "There are two types of men, those who are afraid to lose God, and those who are afraid that they might find Him." (Pascal)

"Não ore por uma carga mais leve, mas por ombros mais fortes." / "Pray not for a lighter load, but for stronger shoulders." (Agostinho)

"As melhores e as mais belas coisas do mundo não podem ser vistas nem tocadas. Elas devem ser sentidas dentro do coração" / "The best and most beautiful things in the world cannot be seen, nor touched, but are felt in the heart." (Helen Keller)

"Não julgue cada dia pela colheita que você colhe, mas pelas sementes que você planta." / "Don't judge each day by the harvest that you reap, but by the seeds that you plant." (Robert Louis Stevenson)

"Antes de Deus criar o universo, Ele já tinha você em mente" / "Before God created the universe, He already had you in mind" (Erwin W. Lutzer).

"É essencial ter um sonho, mas você também deve ter uma lista de afazeres. Nenhum sonho se torna realidade até você acordar e trabalhar nele!" / "It's essential to have a dream but you also must have a To-Do list. No dream becomes reality till u wake up & work on it!" (Rick Warren)

"Se Deus usasse somente pessoas perfeitas nada jamais seria feito. Nós somos todos troféus da graça de Deus" / "If God only used perfect people nothing would ever get done. We are all trophies of God's grace" (Rick Warren).

"A grandeza de uma pessoa não é determinada pela riqueza, educação ou fama, mas pelo que é preciso para desencorajá-los" / "A person's greatness is not determined by wealth, education, or fame, but by what it takes to discourage them" (J. Falwell)

"Se eu estou realmente interessando em fazer do mundo um lugar melhor, eu preciso começar comigo.Para fazer a diferença eu tenho que ser diferente" / "If I'm really serious about making the world a better place I must start with me. To make a difference I must be different." (Rick Warren)

"Se você pensa que a educação custa caro, considere o custo da ignorância" / If you think education is expensive, consider the cost of ignorance." (Rick Warren)

"Compra a verdade, e não a vendas; sim, a sabedoria, a disciplina, e o entendimento" (Pv 23:23) / "Buy the truth, and sell it not; also wisdom, and instruction, and understanding." (Pro 23:23)

sábado, 13 de novembro de 2010

Carta Informativa - Novembro de 2010

São José do Vale do Rio Preto / RJ, 13 de novembro de 2010.

E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra” (2 Co 9.8).

Amados irmãos e companheiros na obra missionária,

     Graça e paz da parte de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
   
     Aqui, estamos todos bem, graças ao nosso Bom Deus.
     Como os irmãos já sabem, estamos vendo a possibilidade de irmos para a Itália, passando primeiro por Portugal. De início não gostávamos desta opção, pois nosso desejo era ir diretamente para a Itália. Temos orado a respeito disso e temos sentido paz com relação a esta possibilidade. Teríamos de permanecer algum tempo em Portugal (de um a dois anos), mas estando lá seria fácil estar indo a cada dois ou três meses à Itália para fazer contatos pessoais, o que facilitaria e em muito a possibilidade de conseguirmos a documentação que necessitamos para dar entrada nos vistos para aquele país. Durante este tempo em Portugal poderíamos estar ajudando alguma igreja ou ministério já estabelecido.
      Estamos vendo uma grande possibilidade, mas precisamos que os amados irmãos nos ajudem em oração para que possamos entender a boa, agradável e perfeita vontade de Deus em cada detalhe. Se essa for à vontade de Deus, deveremos estar indo para Portugal em Junho de 2011. 
     Nos últimos meses temos sentido que está próximo o tempo de voltarmos para o campo missionário. Deus tem nos confirmado isto de muitas maneiras. Ainda temos o desafio de levantar novos mantenedores para completar o valor que será necessário para o nosso sustento na Europa. Durante este tempo de espera, perdemos alguns mantenedores, mas Deus tem levantado outros e cremos que Ele continuará a levantar muitos para nos ajudar neste desafio. Por favor,  estejam orando a este respeito.
    Durante este tempo no Brasil temos procurado ser sensíveis ao que Deus quer de nós aqui. Consegui ver tornar-se realidade o Curso de Capacitação Missionária de SEMIPA, que preparei com ajuda de outros missionários de SEMIPA e que já tem conscientizado e equipado centenas de alunos pelo Brasil. Agora estou trabalhando duro para terminar de escrever o Curso Médio de Teologia de SEMIPA que visa ajudar a equipar os crentes, mas de maneira especial, obreiros e missionários.
     Eu também tenho acompanhado atentamente todo o trabalho de continuidade da obra que iniciamos na Índia, durante os anos que estivemos trabalhando naquele país. Hoje podemos ver o trabalho crescendo e se ampliando até muito além do que poderíamos imaginar. Junto a esta carta, vocês estão recebendo o informativo Paixão pelas almas com as fotos e detalhes dos novos obreiros na Índia. Hoje são 22 missionários debaixo de nossa supervisão, que estão alcançando 38 vilas do Estado de West Bengal e com mais de 3.100 pessoas alcançadas pelo Evangelho de Jesus Cristo.
    Aproveitando a oportunidade queremos agradecer a todos que oraram pela saúde do Pr.Piyal e do Ev. Sudhakar, ambos estão bem agora, embora ainda em tratamento. O Pr. Piyal esteve alguns dias não muito bem de saúde. Os testes constataram que ele estava com problemas de açúcar no sangue e colesterol altos. O Ev. Sudhakar foi o caso mais sério. Ele esteve vários dias internado com malária cerebral, mas como a doença foi detectada nos estágios iniciais, ele respondeu bem ao tratamento, já teve alta do hospital e encontra-se quase totalmente recuperado.
     Mais uma vez, somos imensamente gratos a todos os amados irmãos por estarem juntos conosco na obra missionária. As palavras não são capazes de expressar a nossa profunda e sincera gratidão pela vossa preciosa cooperação com o nosso ministério. Seu apoio e orações são muito importantes. Obrigado a todos!
   
      Com gratidão,


Pr. Paulo Henrique, Alessandra, Matheus e Lucas
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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Frases para pensar (2)

"Nossas vidas começam a perder o sentido no dia em que ficarmos calados diante de coisas que importam." / "Our lives begin to end the day we become silent about things that matter." (Martin Luther King Jr.)

"Fé é pisar no primeiro degrau, mesmo que você não veja a escada inteira." / "Faith is taking the first step, even when you don't see the whole staircase." (Martin Luther King Jr.)

“Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.” / "A little science separates us from God. A lot of science brings us closer" (Louis Pasteur)

"Quase todos os homens suportam a adversidade, mas se você quiser testar o caráter de um homem, dê-lhe o poder." / "Nearly all men can stand adversity, but if you want to test a man's character, give him power." (Abraham Lincoln)

"Grandes mentes discutem idéias; mentes medianas discutem eventos; mentes pequenas discutem pessoas." / "Great minds discuss ideas; Average minds discuss events; Small minds discuss people." (Eleanor Roosevelt)

"As pessoas não gostam de pensar. Quando alguém pensa, vai chegar à conclusões. E as conclusões nem sempre são agradáveis." / "People do not like to think. If one thinks, one must reach conclusions. Conclusions are not always pleasant." (Helen Keller)

"No final, nós não nos lembraremos das palavras de nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos." / "In the end, we will remember not the words of our enemies, but the silence of our friends." (Martin Luther King Jr.)

"O silêncio é o maior dos martírios; nunca os santos se calaram." / "Silence is the greatest of the martyrdoms, the Saints never were silent" (Blaise Pascal)

"É o coração que sente Deus e não a razão." / "It's the heart that feels God and not reason." (Blaise Pascal)

"Seu caráter é a soma total de seus hábitos. É o que você faz habitualmente" / "Your character is the sum total of your habits. It's what you do habitually." (Rick Warren)

"Meu objetivo nunca foi salvar o mundo, mas certificar-me que todos no mundo saibam que existe um Salvador" / "My goal has never been to save the world but to make sure everyone in the world knows there is a Savior" (Rick Warren)

"A obra de Deus, feita ao modo de Deus, nunca ficará sem a provisão de Deus" / "God's work done in God's way will never lack God's supply" (Hudson Taylor)

"Você pode dar sem amar. Mas você não pode amar sem dar." - Amy Carmichael (1867-1951), missionária na Índia / "You can give without loving. But you cannot love without giving." - Amy Carmichael (1867-1951), missionary to India.

"O Evangelho é a única boas novas, se chegar lá a tempo" / "The Gospel is only good news if it gets there in time" (Carl F. H. Henry)

"Deus não nos ama porque somos bons. Ele nos faz bons, porque Ele nos ama." / "God doesnt love us because we're good. He makes us good because he loves us" (C. S. Lewis)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

QUEM É JESUS CRISTO?

Por Pr. Paulo Henrique

     Quando Jesus veio a este mundo, nascendo numa família judaica, ele não era inesperado. Pelo contrário, nenhum povo na história alimentou tantas esperanças acerca do nascimento de outro homem, como o povo judaico. Os anos de sofrimento e de sucessivas dominações estrangeiras pelos persas, gregos, egípcios, sírios e, por fim, dos romanos, contribuiu para aumentar estas expectativas. Os judeus aguardavam ansiosamente o Salvador, o Messias. Eles aguardavam um grande rei, a exemplo de Davi ou Salomão. Foi neste contexto que nasceu Jesus.
     Nascido em uma família pobre, teve como berço uma manjedoura, logo nos primeiros dias de sua vida na terra. Quase não há relatos sobre a sua infância, adolescência e juventude. Mas sabemos que exerceu a profissão de carpinteiro (Mt 13.55; Mc 6.3). A cidade onde cresceu e passou a maior parte da sua vida, foi a pequena cidade de Nazaré. Era uma cidade sem muito destaque e, de certa forma obscura em Israel, tanto que ela não aparecia na lista de sessenta e três cidades galiléias mencionadas no Talmude.
     Iniciou o seu ministério com quase trinta anos de idade. Seus discípulos foram, na maioria, galileus. O tempo de seu ministério foi de apenas pouco mais de três anos. Mas, apesar disto, exerceu uma influência tão extraordinária sobre a humanidade, que nem mesmo a palavra “extraordinário” consegue determinar.
     Muitos homens se destacaram na história da humanidade por seus grandes feitos, mas nenhum deles se compara a Jesus. Nem eles mesmos se atreveriam a fazê-lo, não importa quão nobre ou heroico tenham sido seus feitos. Jesus é simplesmente incomparável!
     Nem mesmos os céticos e ateus, por mais que tentem, podem negar a influência de Jesus sobre toda a humanidade. Ninguém mais influenciou tanto a humanidade como ele. A cada novo ano, ou mesmo uma simples consulta ao calendário, recorda que Jesus dividiu a história da humanidade ao meio (antes e depois de Cristo).
     No decorrer da historia Jesus tem recebido vários títulos, que expressam sua grande influência sobre toda a humanidade. Títulos como: grande mestre, grande revolucionário, grande pensador, grande líder, dentre muitos outros. Porém, qualquer juízo a respeito de Jesus, por mais nobre que possa parecer, se primeiro não reconhecer o fato dele ser Deus encarnado é, na verdade, uma depreciação do seu ser e uma grande ofensa.
     A pergunta que Jesus fez para seus discípulos há quase dois mil anos atrás continua relevante: “E vocês? Perguntou ele. Quem vocês dizem que eu sou?” (Mt 16.15).
     A coisa mais importante na vida do homem é conhecer a Jesus. Mas, não basta um conhecimento teórico ou superficial. Por meio das Escrituras Sagradas, podemos entender a pessoa e a obra do Filho de Deus, Jesus Cristo.

sábado, 9 de outubro de 2010

O PROBLEMA DO MAL NO MUNDO

Por Pr. Paulo Henrique P. Cunha

     Nenhum outro assunto tem gerado mais controvérsias ao longo dos séculos do que o problema do mal no mundo. Este é um dos mais antigos, controversos e profundos problemas tanto da teologia como da filosofia.
      Existem pelo menos três perspectivas básicas sobre Deus e o mal no mundo: o Ateísmo que afirma a realidade do mal, mas nega a existência de Deus; o Panteísmo que afirma a existência de Deus, mas nega a realidade o mal; e o Teísmo que afirma tanto a existência de Deus como a realidade do mal, o que parece discordante.
      Os ateístas questionam: “Se Deus existe, por que Ele permite o mal?”. A existência do mal parece contradizer muitos dos atributos de Deus como sua bondade, justiça e seu amor. Existem muitas tentativas de mostrar que Deus não é responsável pelo mal no mundo. Algumas bem sucedidas outras não. Alguns tentam defender a existência de Deus abandonando a ideia da sua onipotência. Para estes, Deus está tentando vencer o mal, e o venceria se pudesse, mas infelizmente Ele não é capaz de fazê-lo. Outros procuram modificar (diminuir) a ideia da bondade de Deus, no caso de alguns calvinistas mais radicais (extremados), que não hesitam em usar o termo determinismo para descrever Deus como o causador de todas as coisas, inclusive dos atos humanos.
      Os panteístas preferem ignorar o problema do mal no mundo chamando-o de ilusão. Mas se o mal é uma ilusão, por que parece tão real? Além disso, de onde teria vindo esta ilusão? A dor e o mal são aspectos da vida de todo ser humano, que as experimentam em determinado grau, uns mais outros menos, fazendo com que a ideia panteísta se torne algo absolutamente sem sentido, longe da realidade presente de cada dia.
     Uma solução completa a respeito do mal no mundo está além da nossa capacidade humana (finita) de compreensão, mas a Bíblia nos fornece muitas respostas a estas questões essenciais. “A resposta do Teísmo consiste em indicar vários fatos básicos. Deus não pode produzir, nem promover o mal; Ele pode, no máximo, permiti-lo. Todavia, por ser onipotente, Ele pode tanto vencer o mal, quanto fazer surgir um bem ainda maior, quando Ele o permitir.”[1]
     Quando a Bíblia afirma que Deus é o autor de tudo quanto existe, isto não se aplica ao mal. Geisler faz importantes observações a este respeito:

     “Deus é autor dalgumas coisas apenas indiretamente. Por exemplo, Deus criou a liberdade, mas Ele mesmo não cumpre atos de maldade, nem através do livre arbítrio do homem. Usando outro modo de falar: Deus não cria o mal de modo direto ou essencial mas, sim, apenas incidentalmente. Deus é diretamente responsável somente pelo fato da liberdade, não por todos os atos da liberdade. É lógico, Deus criou a possibilidade do mal quando fez os homens livres. Mas são as criaturas livres que levam a efeito a realidade do mal. Deus é indiretamente pelo mal sendo que tornou possível o mal. Mas a possibilidade do mal é realmente um bem – é necessário para a liberdade humana. O poder do livre arbítrio é um bom poder; o fato de que os homens abusam da liberdade não torna má a liberdade. Os homens abusam de tudo, inclusive da água e do ar no seu meio-ambiente. Mas isto não significa que a água e o ar são maus.
     [...] O mal não é uma “coisa” (ou substância). O mal é uma privação, ou ausência do bem. O mal existe noutra entidade (como a ferrugem existe num automóvel ou a podridão numa árvore), mas não existe por si mesmo. Nada pode ser totalmente mal (num sentido metafísico). Não se pode ter um carro totalmente enferrujado nem uma roupa totalmente comida pelas traças. Se, pois, fosse completamente destruído, logo, não existiria de modo algum. O cristão indica a Escritura que diz que tudo quanto Deus fizera era ‘bom’ (Gn 1.31); até hoje, ‘tudo que Deus criou é bom’ (1 Tm 4.4), ‘nenhuma coisa é de si mesmo impura’ (Rm 14.14).”[2]

     A Bíblia demonstra que Deus é absolutamente perfeito (cf. Dt 32.4; 2 Sm 22.31; Sl 18.30) e, portanto, Deus não peca nem tão pouco criou o pecado. Da mesma forma, as Escrituras afirmam que Deus é completamente santo e não pode aprovar o pecado de maneira alguma. Sendo assim, Deus não pode estimular nem tentar ninguém ao pecado: “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta” (Tg 1.13).
     Deus não criou mal e nem estimula alguém ao pecado, mas Deus pode permiti-lo, e isto o faz. Os homens não seriam humanos se não possuíssem o livre arbítrio. Mas ao criar o homem com livre arbítrio, Deus criou a possibilidade do pecado. Deus não precisava criar o mundo, mas Ele o fez por sua própria vontade (Ef 1.11). Deus criou o homem semelhante a Ele mesmo, com a capacidade de amá-lo livremente, mas também poderiam odiá-lo. Deus deseja que todos os homens o amem, mas não forçará nenhum deles a amá-lo contra sua vontade. O amor forçado nunca foi e nunca será verdadeiro amor. Deus permite o mal a fim de produzir um bem maior. Se Deus tivesse evitado o mal, Ele teria de nos fazer diferentes do que somos. Deus decidiu criar seres que teriam comunhão com Ele e lhe obedeceriam, por livre escolha, mesmo sob a tentação de agir de maneira diferente.
     No fim, o máximo bem será atingido de várias maneiras:
     1) Deus terá compartilhado o Seu amor com todos os homens (Jo 3.16);
     2) Deus persuadirá com amor a tantos quanto for possível (2 Pe 3.9), mas respeita a decisão de cada um, seja qual for;
     3) Deus salvará tantos quanto possível sem violar o livre arbítrio deles (1 Tm 2.1);
     4) Os que não forem salvos receberão o destino que eles mesmos escolheram (Jo 3.19), de maneira que, o “bem” da sua liberdade será respeitada.

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[1] GEISLER, Norman L.; Teologia Sistemática. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 65.
[2] GEISLER, Norman L.; FEINBERG, Paul D. Introdução à filosofia: Uma perspectiva cristã. São Paulo: Edições Vida Nova, 1983, p. 262.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Carta Informativa - Setembro de 2010

São José do Vale do Rio Preto / RJ, 30 de Setembro de 2010.

Assim, pois, a igreja em toda a Judéia, Galileia e Samaria, tinha paz, sendo edificada, e andando no temor do Senhor; e, pelo auxílio do Espírito Santo, se multiplicava.” (At 9:31)


Amados irmãos e companheiros na obra missionária,

     Graça e paz da parte de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
    
     Aqui, estamos todos bem, graças ao nosso Bom Deus.
     Tivemos a alegria de receber em nossa casa o Pr. Piyal que, juntamente com o Pr. Binaya e o Ev. Sudhakar, está dando continuidade ao trabalho na Índia, através da organização que fundamos ali, Sporshow. O Pr. Piyal participou do 17º congresso Missionário de SEMIPA e, depois esteve visitando algumas igrejas mantenedoras dos projetos Seara Índia e Seara Itália. Foi um tempo muito abençoado, onde os irmãos puderam ouvir do próprio Pr. Piyal o que Deus está fazendo na Índia.
     Durante a sua estada no Brasil, pudemos apresentar à Diretoria de SEMIPA os 15 novos obreiros indianos que foram treinados pelo    Pr. Piyal e estão sendo apoiados ministerialmente por ele há, pelo menos, cerca de dois anos. Na minha viagem à Índia no ano passado pude conhecer alguns deles. Eles já estavam sendo apoiados ministerialmente pelo ministério Sporshow na Índia (batismo, certificado, etc) e, a partir deste mês, eles também são reconhecidos como missionários de SEMIPA. Todos estes novos obreiros trabalham secularmente e realizam o ministério no tempo livre, de forma que a Diretoria de SEMIPA aprovou uma pequena ajuda no valor de U$ 20,00 dólares mensais para cada um desses obreiros, a fim de ajudá-los nas despesas com transporte, folhetos e outras relativas ao ministério. Cada um está cuidando de pelo menos três grupos familiares (igrejas nas casas). Eu, pessoalmente, pude ver (no ano passado) a dedicação, o amor e o compromisso de alguns desses obreiros para fazer o Senhor Jesus Cristo conhecido.
     Ao longo dos anos de ministério na Índia, temos sempre procurado agir com total transparência e seriedade, da mesma forma que ainda vem sendo feito. Na próxima carta, estaremos apresentando um relatório detalhado dos novos obreiros, com as suas fotos e campos de atuação. Mas deste já pedimos a oração por eles também: Charan Pall, Ashu Bablu, Manik Halder, Provashis Sardar, Debabrata Hazra, Anup Das, Mahadev Halder, Chinmoy Halder, Debdas Karmakar, Gobimdo Das, Subhash Mondal, Mamata Halder, Shamalie Das, Dilip Mondal e Pintu Das.
     Estes 15 novos obreiros estão alcançando 16 novas vilas e cerca de 1.937 pessoas. Agora, nós temos o total de 22 missionários indianos alcançando 38 vilas e algumas localidades de Calcutá, com cerca de 3.100 pessoas servindo ao Deus Vivo e Verdadeiro. O Projeto Seara Índia ainda não têm mantenedores suficientes para estes 15 novos obreiros. Por favor, estejam orando por esta necessidade. 
     Um das necessidades apresentadas pelo Pr. Piyal foi a aquisição de Bíblias, principalmente para os novos convertidos. Nosso alvo é adquirir pelo menos 1.100 Bíblias (50 para cada obreiro indiano) na língua bengali. A Bíblia Sagrada em sua própria língua é um precioso presente para os novos convertidos que desejam conhecer mais do Único Deus Vivo e Verdadeiro. Com apenas cinco reais você pode contribuir para a aquisição de uma Bíblia para a Índia. Para fazer sua doação entre em contato com a SEMIPA pelo tel. (24) 2224-2448 (horário comercial) ou pelo e-mail: contato@semipa.org.br. Assim que conseguirmos comprar estas Bíblias, estaremos disponibilizando as fotos da aquisição e posterior distribuição das mesmas.
     Nós também continuamos precisando muitos das orações dos amados irmãos em nosso favor, principalmente com relação à documentação necessária para darmos entrada nos vistos. Tínhamos uma possibilidade do visto para Portugal, onde teríamos de permanecer algum tempo para conseguirmos os documentos de residência e, então de Portugal estaríamos indo para a Itália, ligada a esta igreja em Portugal, mas devido as dificuldades financeiras que atingem a Europa, esta igreja já atingiu um limite máximo de pedido de vistos para estrangeiros. Infelizmente, apesar de inúmeros contatos na Itália, ainda não tivemos sucesso com relação à documentação para darmos entrada nos vistos. Por favor, continuem orando a este respeito. Apesar deste grande desafio, sinto que o tempo de estarmos retornando ao campo missionário está muito próximo.
     Mais uma vez, somos imensamente gratos a todos os amados irmãos por estarem juntos conosco na obra missionária. Seu apoio e orações são muito importantes. Obrigado a todos!
    
      Com gratidão,

Pr. Paulo Henrique, Alessandra, Matheus e Lucas
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Escreva para nós através dos e-mails:
ppaulo_henrique@hotmail.com | ppaulohenrique@gmail.com | alessandraccunha@hotmail.com

sábado, 28 de agosto de 2010

Frases para pensar (1)

"A vontade de Deus - nada menos, nada mais, nada além disso." / "The will of God - nothing less, nothing more, nothing else." (F. E. Marsh)

"A Grande Comissão não é uma opção a ser considerada, é uma ordem a ser obedecida." / "The Great Commission is not an option to be considered; it is a command to be obeyed." (Hudson Taylor)

"Não é tolo aquele que abre mão do que não pode reter para ganhar o que não pode perder." / "He is no fool who gives what he cannot keep to gain what he cannot lose.' (Jim Elliot)

"Vocês não podem fazer apenas um pouco mais?" / "Can't you do just a little bit more?" - J.G. Morrison para os Nazarenos apoiarem os seus missionários (na Grande Depressão 1930).

"Simpatia não é substituto para a ação." / "Sympathy is no substitute for action." - David Livingstone, missionário na África.

"Se Jesus Cristo é Deus e morreu por mim, então nenhum sacrifício que eu fizer por Ele pode ser grande demais." / "If Jesus Christ be God and died for me, then no sacrifice can be too great for me to make for Him." (C.T. Studd)

"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

"Deus permite que você escolha se você vai ser arrogante ou ungido, mas você não pode ser ambos" / "God lets you choose whether you'll be arrogant or annointed but you can't be both" (Rick Warren)

"Tragicamente, muitos cristãos que se queixam da vida não estão aprendendo as lições que Deus quer lhes ensinar" / "Tragically, many Christians who complain about life are not learning the lessons God wants to teach them" (Erwin W. Lutzer)

"Compra a verdade, e não a vendas; sim, a sabedoria, a disciplina, e o entendimento" (Pv 23.23).

"O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano." (Isac Newton)

"Basta que os homens bons não façam nada para que o mal triunfe" (Edmund Burke)

"A Bíblia não nos foi dada para aumentar nosso conhecimento, mas para mudar nossa vida." (D. L. Moody)

"Tenho mais preocupações com D. L. Moody do que com qualquer outro homem que alguma vez me encontrei." (D. L. Moody)

"O lugar mais seguro da terra, não importa onde seja [geograficamente], é no centro da vontade de Deus" (Pr. Paulo Henrique P. Cunha)

"Missões. Só há três coisas que uma pessoa pode fazer: fugir... ficar olhando... ou fazer algo!"

domingo, 22 de agosto de 2010

BREVE HISTÓRIA DO PROTESTANTISMO NO BRASIL

* Por Alderi Souza de Matos

1. O contexto político-religioso (1500-1822)
    
Portugal surgiu como nação independente da Espanha durante a Reconquista (1139-1249), ou seja, a luta contra os muçulmanos que haviam conquistado boa parte da Península Ibérica vários séculos antes. Seu primeiro rei foi D. Afonso Henriques. O novo país tinha fortes ligações com a Inglaterra, com a qual iria firmar posteriormente o Tratado de Windsor, em 1386. O apogeu da história de Portugal foi o período das grandes navegações e dos grandes descobrimentos, com a conseqüente formação do império colonial português na África, Ásia e América Latina.
     No final da Idade Média, a forte integração entre a igreja e o estado na Península Ibérica deu origem ao fenômeno conhecido como “padroado” ou patronato real. Pelo padroado, a Igreja de Roma concedia a um governante civil certo grau de controle sobre uma igreja nacional em apreciação por seu zelo cristão e como incentivo para futuras ações em favor da igreja. Entre 1455 e 1515, quatro papas concederam direitos de padroado aos reis portugueses, que assim foram recompensados por seus esforços no sentido de derrotar os mouros, descobrir novas terras e trazer outros povos para a cristandade.
     Portanto, a descoberta e colonização do Brasil foi um empreendimento conjunto do Estado português e da Igreja Católica, no qual a coroa desempenhou o papel predominante. O estado forneceu os navios, custeou as despesas, construiu as igrejas e pagou o clero, mas também teve o direito de nomear os bispos, recolher os dízimos, aprovar documentos e interferir em quase todas as áreas da vida da igreja.
    Um dos primeiros representantes oficiais do governo português a visitar o Brasil foi Martim Afonso de Souza, em 1530. Três anos depois, foi implantado o sistema de capitanias hereditárias, que, todavia, não foi bem-sucedido. Diante disso, Portugal começou a nomear governadores-gerais, o primeiro dos quais foi Tomé de Sousa, que chegou em 1549 e construiu Salvador, na Bahia, a primeira capital da colônia.
     Com Tomé de Sousa vieram os primeiros membros de uma nova ordem religiosa católica que havia sido oficializada recentemente (1540) – a Sociedade de Jesus ou os jesuítas. Manoel da Nóbrega, José de Anchieta e seus companheiros foram os primeiros missionários e educadores do Brasil colonial. Essa ordem iria atuar ininterruptamente no Brasil durante 210 anos (1549-1759), exercendo enorme influência sobre sua história religiosa e cultural. Muitos jesuítas foram defensores dos índios, como o afamado padre Antonio Vieira (1608-97). Ao mesmo tempo, eles se tornaram os maiores proprietários de terras e senhores de escravos do Brasil colonial.
     Em 1759 a Sociedade de Jesus foi expulsa de todos os territórios portugueses pelo primeiro-ministro do rei D. José I, Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal (1751-1777). Por causa de sua riqueza e influência, os jesuítas tinham muitos inimigos entre os líderes eclesiásticos, proprietários de terras e autoridades civis. Sua expulsão resultou tanto do anticlericalismo que se alastrava pela Europa quanto do “regalismo” de Pombal, isto é, a noção de que todas as instituições da sociedade, em especial a igreja, deviam ser inteiramente subservientes ao rei. Pombal também determinou a transferência da capital colonial de Salvador para o Rio de Janeiro.
     Desde o início da colonização, a coroa portuguesa foi lenta em seu apoio à igreja: a primeira diocese foi fundada em 1551, a segunda somente em 1676 e em 1750 havia apenas oito dioceses no vasto território. Nenhum seminário para o clero secular foi criado até 1739. Todavia, a coroa nunca deixou de recolher os dízimos, que vieram a ser o principal tributo colonial. Com a expulsão dos jesuítas, que eram em grande parte independentes das autoridades civis, a igreja tornou-se ainda mais fraca.
     Durante o período colonial, a atuação dos bandeirantes, aventureiros que se embrenhavam pelo interior em busca de pedras preciosas e escravos, foi decisiva para a expansão territorial do Brasil. Suas ações foram facilitadas e incentivadas pela União Ibérica, ou seja, o controle de Portugal pela Espanha durante sessenta anos (1580-1640). Os bandeirantes chegaram a atacar as missões jesuíticas da bacia do rio Paraná, conhecidas como “reduções”, levando centenas de indígenas para os mercados de escravos de São Paulo. A escravidão de índios e negros foi uma constante no período colonial. Outro fenômeno marcante foi a corrida do ouro nas Minas Gerais (1693-1760), que trouxe benefícios e problemas.
     No período colonial houve dois tipos bastante distintos de catolicismo no Brasil. Em primeiro lugar, havia a religiosidade dos colonos, escravos e senhores de engenho, centralizada na “casa grande” e caracterizada pela informalidade, pequena ênfase em dogmas, devoção aos santos e Maria e permissividade moral. Ao mesmo tempo, nos centros urbanos havia o catolicismo das ordens religiosas, mais disciplinado e alinhado com Roma. Havia ainda as irmandades, que por vezes tinham bastante independência em relação à hierarquia.
     Em conclusão, no período colonial o estado exerceu um rígido controle sobre a área eclesiástica. Com isso a igreja teve dificuldade em realizar adequadamente o seu trabalho evangelístico e pastoral. O catolicismo popular era culturalmente forte, mas débil nos planos espiritual e ético. Apesar das suas debilidades, a igreja foi um importante fator na construção da unidade e da identidade nacional.

2. Presença protestante no Brasil colonial
     Nos séculos 16 e 17, duas regiões do Brasil foram invadidas por nações européias: a França e a Holanda. Muitos dos invasores eram protestantes, o que provocou forte reação dos portugueses numa época em que estava em pleno curso a Contra-Reforma, ou seja, o esforço da Europa católica no sentido de deter e mesmo suprimir o protestantismo. O esforço pela expulsão dos invasores fortaleceu a consciência nacional, mas ao mesmo tempo aumentou o isolamento do Brasil.

2.1 Os franceses na Guanabara (1555-1567)
     Em dezembro de 1555 chegou à baía de Guanabara uma expedição comandada por Nicolas Durand de Villegaignon. O empreendimento contou com o apoio do almirante Gaspard de Coligny (1519-1572), um simpatizante e futuro correligionário dos protestantes franceses (huguenotes).
     Inicialmente, Villegaignon se mostrou simpático à Reforma. Escreveu ao reformador João Calvino, em Genebra, na Suíça, pedindo pastores e colonos evangélicos para sua colônia. Uma segunda expedição chegou em 1557, trazendo um pequeno grupo de huguenotes liderados pelos pastores Pierre Richier e Guillaume Chartier. Um integrante da comitiva era Jean de Léry, que mais tarde se tornou pastor e escreveu o livro História de uma viagem à terra do Brasil, publicado em Paris, em 1578. No dia 10 de março de 1557 esse grupo realizou o primeiro culto protestante da história do Brasil e das Américas.
     Rapidamente surgiram divergências entre Villegaignon e os calvinistas acerca dos sacramentos e de outras questões. O pastor Chartier foi enviado de volta para a França e os colonos protestantes foram expulsos. O navio em que vários deles voltaram para a França começou a apresentar problemas e cinco deles se ofereceram para retornar à terra: Jean de Bourdel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon,, André Lafon e Jacques le Balleur.
     Em resposta a uma série de perguntas apresentadas pelo comandante, esses homens escreveram um belo documento, a Confissão de fé da Guanabara (1558). Três deles foram executados por causa de suas convicções. André Lafon, o único alfaiate da colônia, teve a vida poupada. Le Balleur fugiu para São Vicente, ficou encarcerado por vários anos em Salvador, e finalmente foi levado para o Rio de Janeiro em 1567, sendo enforcado quando os últimos franceses foram expulsos pelos portugueses.
     Os calvinistas tiveram uma preocupação missionária em relação aos índios, mas pouco puderam fazer por eles. Léry expressou atitudes contraditórias que provavelmente eram típicas dos seus comanheiros: embora interessado na situação espiritual dos indígenas, a relutância dos mesmos em aceitar a fé cristã o levou a concluir que eles talvez estivessem entre os não-eleitos. A França Antártica entrou para a história como a primeira tentativa de se estabelecer uma igreja e um trabalho missionário protestante na América Latina.

2.2 Os holandeses no Nordeste (1630-1654)
     Em 1568 as Províncias Unidas dos Países Baixos tornaram-se independentes da Espanha. A nova e próspera nação calvinista criou em 1621 a Companhia das Índias Ocidentais, na época em que Portugal estava sob o domínio da Espanha (1580-1640). Em 1624 os holandeses tomaram Salvador, a capital do Brasil, mas foram expulsos no ano seguinte.
     Em 1630 a Companhia das Índias Ocidentais tomou Recife e Olinda e dentro de cinco anos apossou-se de grande parte do nordeste brasileiro. O maior líder do Brasil holandês foi o príncipe João Maurício de Nassau-Siegen, que governou por apenas sete anos (1637-1644). Ele foi notável administrador e incentivador das ciências e das artes. Concedeu uma boa medida de liberdade religiosa aos habitantes católicos e judeus do Brasil holandês.
     Os holandeses criaram sua própria igreja estatal nos moldes da Igreja Reformada da Holanda. Durante os 24 anos de dominação, foram organizadas 22 igrejas e congregações, dois presbitérios e um sínodo. As igrejas foram servidas por mais de 50 pastores (“predicantes”), além de pregadores auxiliares (“proponentes”) e outros oficiais. Havia também muitos “consoladores dos enfermos” e professores de escolas paroquiais.
     As igrejas destacaram-se pela sua atuação beneficente e sua ação missionária junto aos índios. Havia planos de preparação de um catecismo, tradução da Bíblia e ordenação de pastores indígenas. Todavia, levados por considerações econômicas e agindo contra as suas convicções religiosas, os holandeses mantiveram intacto o sistema de escravidão negra, ainda que tenham concedido alguns direitos aos escravos.
     Após alguns anos de divergências com os diretores da Companhia das Índias Ocidentais, Maurício de Nassau renunciou em 1644 e no ano seguinte começou a revolta dos portugueses e brasileiros contra os invasores, que finalmente foram expulsos em 1654. No restante do período colonial, o Brasil manteve-se isolado, sendo inteiramente vedada a entrada de protestantes. Porém, com a transferência da família real portuguesa, em 1808, abriram-se as portas do país para a entrada legal dos primeiros protestantes (anglicanos ingleses).

3. Igreja e Estado no Brasil Império (1822-1889)
     Com a independência do Brasil, surgiu a necessidade de atrair imigrantes europeus, inclusive protestantes. A Constituição Imperial, promulgada em 1824, concedeu-lhes certa liberdade de culto, ao mesmo tempo em que confirmou o catolicismo como religião oficial. Até a Proclamação da República, os protestantes enfrentariam sérias restrições no que diz respeito ao casamento civil, uso de cemitérios e educação.
     Desde o século 18, começaram a se tornar influentes no Brasil novos conceitos e movimentos surgidos na Europa, tais como o iluminismo, a maçonaria, o liberalismo político e os ideais democráticos americanos e franceses. Tais idéias tornaram-se especialmente influentes entre os intelectuais, políticos e sacerdotes, e tiveram dois efeitos importantes na área religiosa: o enfraquecimento da Igreja Católica e uma crescente abertura ao protestantismo.
     O liberalismo de muitos religiosos brasileiros, inclusive bispos, é ilustrado pelo padre Diogo Antonio Feijó (regente do império de 1835 a 1837), que em diferentes ocasiões propôs a legalização do casamento clerical, sugeriu que os irmãos morávios fossem convidados para educar os índios brasileiros e defendeu um concílio nacional para separar a igreja brasileira de Roma.
     O imperador D. Pedro II (1841-1889) utilizou plenamente seus direitos legais de padroado, bem como os poderes adicionais do recurso (em casos de disciplina eclesiástica) e do beneplácito (censura de todos os documentos eclesiásticos antes de sua publicação no Brasil), em virtude da sua preocupação com o ultramontanismo. Um autor comenta que, durante o longo reinado de Pedro II, a igreja não passou de um departamento do governo.
     Todavia, no pontificado do papa Pio IX (1846-1878) Roma começou a exercer um maior controle sobre a igreja brasileira. As idéias da encíclica Quanta cura e seu Sílabo de Erros tiveram rápida difusão, apesar de não terem recebido o beneplácito de Pedro II. O Sílabo atacou violentamente a maçonaria numa época em que os principais estadistas brasileiros e o próprio imperador estavam ligados às lojas. Isto acabou desencadeando a famosa “Questão Religiosa” (1872-75), um sério confronto entre o governo e dois bispos do norte do Brasil (D. Vital Maria Gonçalves de Oliveira e D. Antônio de Macedo Costa) que enfraqueceu o Império e contribuiu para a Proclamação da República.
     A Questão Religiosa marcou o início da renovação católica no Brasil, que se aprofundou no período republicano. À medida que afirmava sua autonomia diante do Estado, a Igreja tornou-se mais universalística e mais romana. O próprio sacerdócio tornou-se mais estrangeiro. Ao mesmo tempo, ela teve de enfrentar a concorrência de outros grupos religiosos e ideológicos além do protestantismo, tais como o positivismo e o espiritismo.
     O século 19 testemunhou um longo esforço dos protestantes no sentido de obter completa legalidade e liberdade no Brasil, 80 anos de avanço lento, porém contínuo, em direção à plena tolerância (1810-1890). Um passo importante na conquista da liberdade de expressão e de propaganda ocorreu quando o missionário Robert Reid Kalley, pressionado pelas autoridades, consultou alguns juristas destacados e obteve opiniões favoráveis quanto às suas atividades religiosas. Finalmente, em 1890, um decreto do governo republicano consagrou a separação entre a Igreja e o Estado, assegurando aos protestantes pleno reconhecimento e proteção legal. A nova expressão religiosa se implantou no Brasil em duas fases: protestantismo de imigração e protestantismo missionário.

4. Protestantismo de imigração 
     O historiador Boanerges Ribeiro observa que “ao iniciar-se o século XIX, não havia no Brasil vestígio de protestantismo” (Protestantismo no Brasil monárquico, p. 15). Em janeiro de 1808, com a chegada da família real ao Rio de Janeiro, o príncipe-regente João decretou a abertura dos portos do Brasil às nações amigas. Em novembro, um novo decreto concedeu amplos privilégios a imigrantes de qualquer nacionalidade ou religião.
     Em fevereiro de 1810, Portugal assinou com a Inglaterra tratados de Aliança e Amizade e de Comércio e Navegação. Este último, em seu artigo 12, concedeu aos estrangeiros “perfeita liberdade de consciência” para praticarem sua fé. Tratava-se de uma tolerância limitada, porque vinha acompanhada da proibição de fazer prosélitos e de falar contra a religião oficial. Além disso, as capelas protestantes não teriam forma exterior de templo nem poderiam utilizar sinos.
     O primeiro capelão anglicano, Robert C. Crane, chegou em 1816. A primeira capela anglicana foi inaugurada no Rio de Janeiro em 26 de maio de 1822; seguiram-se outras nas principais cidades litorâneas. Outros estrangeiros protestantes que chegaram nos primeiros tempos foram americanos, suecos, dinamarqueses, escoceses, franceses e especialmente alemães e suíços, de tradição luterana e reformada.
     Boanerges Ribeiro continua: “Quando se proclamou a Independência, contudo, ainda não havia igreja protestante no país. Não havia culto protestante em língua portuguesa. E não há notícia de existir, então, sequer um brasileiro protestante” (Ibid., p. 18). Com a independência, houve grande interesse na vida de imigrantes, inclusive protestantes. Isso exigiu que se garantissem os direitos religiosos desses imigrantes. A Constituição Imperial de 1824 afirmou no artigo 5º: “A religião católica apostólica romana continuará a ser a religião do Império. Todas as outras religiões serão permitidas com seu culto doméstico ou particular, em casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior de templo”.
     Em 1820, um contingente de suíços católicos iniciou a colônia de Nova Friburgo. Logo a área foi abandonada e oferecida a alemães luteranos que chegaram em maio de 1824. Eram 324 imigrantes acompanhados do seu pastor, Friedrich Oswald Sauerbronn (1784-1864). A maior parte dos imigrantes alemães foi para o sul, cerca de 4.800 entre 1824 e 1830, 60% dos quais eram protestantes. Seus primeiros pastores foram Johann Georg Ehlers, Karl Leopold Voges e Friedrich Christian Klingelhöffer.
    Em junho de 1827, por iniciativa do cônsul da Prússia, Wilhelm von Theremin, foi criada no Rio de Janeiro a Comunidade Protestante Alemã-Francesa, congregando luteranos e calvinistas, cujo primeiro pastor foi Ludwig Neumann. Em 1837, o primeiro santuário passou a funcionar em um edifício alugado, sendo o edifício próprio inaugurado em 1845.
     Por falta de ministros ordenados, os primeiros luteranos organizaram sua própria vida religiosa. Elegeram leigos para serem pastores e professores, os “pregadores-colonos”. Todavia, na década de 1850, a Prússia e a Suíça “descobriram” os alemães do sul do Brasil e começaram a enviar-lhes missionários e ministros. Isso criou uma igreja mais institucional e européia.
     Em 1868, o Rev. Hermann Borchard, que havia chegado em 1864, e outros colegas fundaram o Sínodo Evangélico Alemão da Província do Rio Grande do Sul, que foi extinto em 1875. Em 1886, o Rev. Wilhelm Rotermund (chegado em 1874), organizou o Sínodo Rio-Grandense, que se tornou modelo para outras organizações similares. Até o final da II Guerra Mundial as igrejas luteranas permaneceram culturalmente isoladas da sociedade brasileira.
      Uma conseqüência importante da imigração protestante é o fato de que ela ajudou a criar as condições que facilitaram a introdução do protestantismo missionário no Brasil. O autor Erasmo Braga observou que, à medida que os imigrantes alemães exigiam garantias legais de liberdade religiosa, estadistas liberais criaram “a legislação avançada que, durante o longo reinado de D. Pedro II, protegeu as missões evangélicas da perseguição aberta e até mesmo colocou as comunidades não-católicas sob a proteção das autoridades imperiais” (The Republic of Brazil, p. 49). Em 1930, de uma comunidade protestante de 700 mil pessoas no país, as igrejas imigrantes tinham aproximadamente 300 mil filiados. A maior parte estava ligada à Igreja Evangélica Alemã do Brasil (215 mil) e vivia no Rio Grande do Sul.

5. Protestantismo missionário (1835-1889)
     As primeiras organizações protestantes que atuaram junto aos brasileiros foram as sociedades bíblicas: Britânica e Estrangeira (1804) e Americana (1816). Havia duas traduções da Bíblia em português, uma protestante, feita pelo Rev. João Ferreira de Almeida (1628-1691), e outra católica, do padre Antônio Pereira de Figueiredo (1725-1797). Os primeiros agentes oficiais das sociedades bíblicas foram: da SBA, James C. Fletcher (1855); da SBBE, Richard Corfield (1856). Nesse período pioneiro, foi muito importante o trabalho dos colportores, isto é, vendedores de Bíblias e literatura religiosa.
     A Igreja Metodista Episcopal foi a primeira denominação a iniciar atividades missionárias junto aos brasileiros (1835-1841). Seus obreiros iniciais foram Fountain E. Pitts, Justin Spaulding e Daniel Parish Kidder. Eles fundaram no Rio de Janeiro a primeira escola dominical do Brasil. Também atuaram como capelães da Sociedade Americana dos Amigos dos Marinheiros, fundada em 1828.
     Daniel P. Kidder foi uma figura importante dos primórdios do protestantismo brasileiro. Ele viajou por todo o país, vendeu Bíblias e manteve contactos com intelectuais e políticos destacados, como o padre Diogo Antônio Feijó, regente do império (1835-1837). Kidder escreveu o livro Reminiscências de viagens e permanência no Brasil, publicado em 1845, um clássico que despertou grande interesse pelo Brasil.
     James Cooley Fletcher (1823-1901) era pastor presbiteriano. Estudou no Seminário de Princeton e na Europa, e se casou com uma filha de César Malan, teólogo calvinista de Genebra. Chegou ao Brasil em 1851 como o novo capelão da Sociedade dos Amigos dos Marinheiros e como missionário da União Cristã Americana e Estrangeira. Atuou como secretário interino da legação americana no Rio de Janeiro e foi o primeiro agente oficial da Sociedade Bíblica Americana. Foi um promotor entusiasta do protestantismo e do “progresso”. Escreveu O Brasil e os brasileiros, publicado em 1857, uma versão atualizada da obra de Kidder.
      Robert Reid Kalley (1809-1888) era natural da Escócia. Estudou medicina e foi trabalhar como missionário na Ilha da Madeira (1838). Oito anos depois, escapou de uma violenta perseguição e foi com seus paroquianos para os Estados Unidos. Fletcher sugeriu que ele fosse para o Brasil, onde Kalley e sua esposa Sarah Poulton Kalley (1825-1907) chegaram em maio de 1855. No mesmo ano, fundaram em Petrópolis a primeira escola dominical permanente do país (19 de agosto). Em 11 de julho de 1858, Kalley fundou a Igreja Evangélica, depois Igreja Evangélica Fluminense (1863), cujo primeiro membro brasileiro foi Pedro Nolasco de Andrade. Kalley teve importante atuação na defesa da liberdade religiosa (1859). Sua esposa foi autora do famoso hinário Salmos e hinos (1861). A Igreja Fluminense aprovou sua base doutrinária, elaborada por Kalley, em 2 de julho de 1876. No mesmo ano, o missionário voltou em definitivo para a Escócia. Os estatutos da igreja foram aprovados pelo governo imperial em 22 de novembro de 1880.
      Os missionários pioneiros da Igreja Presbiteriana foram Ashbel Green Simonton (1859), Alexander Latimer Blackford (1860) e Francis Joseph Christopher Schneider (1861). As primeiras igrejas organizadas foram as do Rio de Janeiro (1862), São Paulo (1865) e Brotas (1865). Duas importantes realizações iniciais foram o jornal Imprensa Evangélica (1864-1892) e o Seminário do Rio de Janeiro (1867-1870). O primeiro pastor evangélico brasileiro foi o ex-sacerdote José Manoel da Conceição, ordenado em 17 de dezembro de 1865. Em 1870, os presbiterianos fundaram em São Paulo a Escola Americana (atual Universidade Mackenzie). Em 1888, foi organizado o Sínodo do Brasil, que marcou a autonomia eclesiástica da Igreja Presbiteriana do Brasil.
     Após a Guerra Civil americana (1861-1865), muitos imigrantes norte-americanos se estabeleceram no interior da Província de São Paulo. Eles foram seguidos por missionários presbiterianos, metodistas e batistas. Os pioneiros enviados pela Igreja Presbiteriana do Sul dos Estados Unidos (PCUS) foram George Nash Morton e Edward Lane (1869). Eles fundaram o Colégio Internacional, instalado oficialmente em 1873.
      A Igreja Metodista Episcopal (do sul dos Estados Unidos) enviou Junius E. Newman para trabalhar junto aos imigrantes (1876). O primeiro missionário aos brasileiros foi John James Ransom, que chegou em 1876 e dois anos depois organizou a primeira igreja no Rio de Janeiro. A professora Martha Hite Watts iniciou uma escola para moças em Piracicaba (1881). A partir de 1880, a I.M.E. do norte dos EUA enviou obreiros ao norte do Brasil (William Taylor, Justus H. Nelson) e ao Rio Grande do Sul. A Conferência Anual Metodista foi organizada em 1886 pelo bispo John C. Granbery, com a presença de apenas três missionários.
     Os primeiros missionários da Igreja Batista, Thomas Jefferson Bowen e sua esposa (1859-1861), não foram bem sucedidos. Em 1871, os imigrantes batistas de Santa Bárbara organizaram duas igrejas. Os primeiros missionários junto aos brasileiros foram William Buck Bagby, Zachary Clay Taylor e suas esposas (chegados em 1881-1882). O primeiro membro e pastor batista brasileiro foi o ex-padre Antônio Teixeira de Albuquerque, que já estivera ligado aos metodistas. Em 1882 o grupo fundou a primeira igreja brasileira em Salvador, na Bahia. A Convenção Batista Brasileira foi criada em 1907.
     A Igreja Protestante Episcopal foi a última das denominações históricas a iniciar trabalho missionário no Brasil. Um importante e controvertido precursor havia sido Richard Holden (1828-1886), que durante três anos atuou com poucos resultados no Pará e na Bahia (1861-1864). O trabalho permanente teve início em 1890 com James Watson Morris e Lucien Lee Kinsolving. Inspirados pela obra de Simonton e por um folheto sobre o Brasil, eles se estabeleceram em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, um estado até então pouco ocupado por outras missões. Em 1899, Kinsolving tornou-se o primeiro bispo residente da Igreja Episcopal do Brasil.

6. Igreja e estado: período republicano
     A separação entre a igreja e o estado foi efetivada pelo Decreto nº 119-A, de 7 de janeiro de 1890, que consagrou a plena liberdade de culto. Em fevereiro de 1891, a primeira Constituição republicana confirmou a separação entre a igreja e o estado, bem como proclamou outras medidas liberais como a plena liberdade de culto, o casamento civil obrigatório e a secularização dos cemitérios. Sob influências liberais e positivistas, a Constituição omitiu o nome de Deus, afirmando assim a caráter não religioso do novo regime, e a Igreja Católica foi colocada em pé de igualdade com todos os outros grupos religiosos; a educação foi secularizada, sendo a religião omitida do novo currículo. Em uma carta pastoral de março de 1890, os bispos deram as boas-vindas à República, mas também repudiaram a separação entre a igreja e o estado.
     A partir de então, a Igreja teve duas grandes preocupações: obter o apoio do Estado e aumentar a sua influência na sociedade. Um dos primeiros passos foi fortalecer a estrutura interna da igreja: criaram-se novas estruturas eclesiásticas (dioceses, arquidioceses, etc.) e fundaram-se novos seminários. Foi incentivada a vinda de muitos religiosos estrangeiros para o Brasil (capuchinhos, beneditinos, carmelitas, franciscanos). A igreja também manteve sua firme oposição contra a modernidade, o protestantismo, a maçonaria e outros movimentos.
     Dois grandes líderes foram especialmente influentes nesse esforço renovador: primeiro, o padre Júlio Maria, que desde 1890 até sua morte em 1916 foi muito ativo como pregador e escritor, visando mobilizar a igreja e tornar o Brasil verdadeiramente católico. Ainda mais notável foi D. Sebastião Leme da Silveira Cintra (1882-1942), o líder responsável pela orientação e mobilização da Igreja Católica brasileira na primeira metade do século 20, como arcebispo de Olinda e Recife (1916-21), coadjutor no Rio de Janeiro (1921-30) e cardeal arcebispo do Rio até a sua morte.
     Em 1925, D. Leme propôs emendas à constituição que dariam reconhecimento oficial à Igreja Católica como a religião dos brasileiros e permitiriam a educação religiosa nas escolas públicas. As chamadas “emendas Plínio Marques” enfrentaram a vigorosa oposição dos protestantes, maçons, espíritas e da imprensa, sendo eventualmente rejeitadas. Todavia, mediante um decreto de abril de 1930, Getúlio Vargas permitiu o ensino religioso nas escolas. Por fim, a Constituição de 1934 incluiu todas as exigências católicas, sem oficializar o catolicismo. O Centro Dom Vital, cujos líderes iniciais foram Jackson de Figueiredo e Alceu de Amoroso Lima, deu continuidade à luta pela ascendência católica. A agenda da Liga Eleitoral Católica incluía tópicos como a oficialização do catolicismo, o casamento religioso, o ensino religioso nas escolas públicas, capelanias católicas nas forças armadas e sindicatos católicos. Também foram realizadas campanhas contra as missões estrangeiras protestantes.

7. Católicos e protestantes
     Nas primeiras décadas do período republicano, os protestantes tiveram diferentes atitudes diante da reação católica. Uma delas foi a criação de uma frente unida contra o catolicismo. A entidade conhecida como Aliança Evangélica havia sido criada inicialmente na Inglaterra (1846) e nos Estados Unidos (1867). A congênere brasileira surgiu em São Paulo, em julho de 1903, tendo como presidente Hugh C. Tucker (metodista) e como secretário F. P. Soren (batista). Todavia, o Congresso do Panamá e a subsequente Conferência do Rio de Janeiro, em 1916, revelaram atitudes divergentes em relação ao catolicismo, sendo alguns elementos, principalmente norte-americanos, favoráveis a uma aproximação e mesmo colaboração com a igreja católica. Uma das questões discutidas foi o rebatismo ou não de católicos convertidos à fé evangélica. Esse período também viu o recrudescimento de perseguições contra os protestantes em muitos lugares do Brasil.
     Na década de 1920, a Comissão Brasileira de Cooperação, liderada pelo Rev. Erasmo de Carvalho Braga (1877-1932) procurou unir as igrejas evangélicas na luta pela preservação dos seus direitos e no exercício de um testemunho profético junto à sociedade brasileira. Esse esforço teve prosseguimento até os anos 60 na Confederação Evangélica do Brasil. Após 1964, as relações das igrejas evangélicas e da Igreja Católica com o estado brasileiro tomaram rumos por vezes diametralmente opostos, cujas conseqüências se fazem sentir até os dias de hoje.

8. Progressistas x conservadores
     Nas primeiras décadas do século 20, o protestantismo brasileiro sofreu a influência de algumas correntes teológicas norte-americanas, como o evangelho social, o movimento ecumênico e o fundamentalismo. Inspirado em parte pelos dois primeiros, surgiu um notável esforço cooperativo entre as igrejas históricas, sob a liderança do Rev. Erasmo Braga, secretário da Comissão Brasileira de Cooperação (1917). Essa entidade se uniu em 1934 à Federação das Igrejas Evangélicas do Brasil e ao Conselho Nacional de Educação Religiosa para formar a Confederação Evangélica do Brasil (CEB). Nos anos 50 e início da década de 60, a CEB criou a Comissão de Igreja e Sociedade (1955), depois Setor de Responsabilidade Social da Igreja. Sua quarta reunião, conhecida como Conferência do Nordeste, realizada em Recife em 1962, teve como tema “Cristo e o Processo Revolucionário Brasileiro”. Seus líderes foram Carlos Cunha, Almir dos Santos e Waldo César, sendo preletores Sebastião G. Moreira, Joaquim Beato, João Dias de Araújo e o bispo Edmundo K. Sherill.
     O movimento ecumênico havia surgido com a Conferência Missionária Mundial (1910), em Edimburgo, na Escócia, que deu origem ao Concílio Missionário Internacional (1921). Outros dois movimentos, “Vida e Trabalho” e “Fé e Ordem” se uniram para formar o Conselho Mundial de Igrejas (Utrecht, 1938; Amsterdã, 1948). Algumas das primeiras igrejas brasileiras a se filiarem a essa organização foram a metodista (1942), a luterana (1950), a episcopal (1965) e a Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo (1968).
     Por fim, o espírito denominacional suplantou o ecumenismo. Duncan Reily observa: “O ecumenismo no Brasil foi muito mais um projeto dos missionários e das sociedades missionárias do que dos brasileiros” (História Documental, 233). Além de algumas igrejas históricas, também se opuseram ao ecumenismo os grupos pentecostais, as “missões de fé” e “missões indenominacionais”, e o movimento fundamentalista de Carl McIntire.

9. Denominações históricas (1889-1964)

     9.1 Igreja Congregacional
     Essa foi a primeira denominação brasileira inteiramente nacional (não sujeita a nenhuma junta missionária). Até 1913, foram organizadas somente treze igrejas congregacionais no Brasil, todas autônomas. Oito eram filhas da Igreja Fluminense: Pernambucana (1873), Passa Três (1897), Niterói (1899), Encantado (1903), Paranaguá, Paracambi e Santista (1912), Paulistana (1913), e três da Igreja Pernambucana: Vitória (1905), Jaboatão (1905) e Monte Alegre (1912). Em julho de 1913, essas igrejas se reuniram em 1ª Convenção Geral, no Rio de Janeiro. Daí até 1942, a denominação mudou de nome dez vezes.
     Os ingleses fundaram missões para atuar na América do Sul: Help for Brazil (criada em 1892 por iniciativa de Sarah Kalley e outros), South American Evangelical Mission (Argentina) e Regions Beyond Missionary Union (Peru). Após a Conferência de Edimburgo (1910), essas missões vieram a constituir a União Evangélica Sul-Americana – UESA (1911). Dos seus esforços, surgiu no Brasil a Igreja Cristã Evangélica.
     Os congregacionais uniram-se à Igreja Cristã Evangélica em 1942, formando a União das Igrejas Congregacionais e Cristãs do Brasil. Separaram-se em 1969, tomando o nome de União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil. A outra ala dividiu-se em duas: Igreja Cristã Evangélica no Brasil (Anápolis) e Igreja Cristã Evangélica do Brasil (São Paulo).

      9.2 Igreja Presbiteriana
     A Igreja Presbiteriana do Brasil alcançou sua autonomia formal em 1888, com a criação do Sínodo Presbiteriano. Surgiu então uma crise no período 1892-1903 em torno das questões missionária, educativa e maçônica que resultou em divisão, surgindo a Igreja Presbiteriana Independente. Dois eventos significativos no início do século 20 foram a criação da Assembléia Geral (1910) e o estabelecimento de um plano de cooperação entre a igreja e as missões americanas, conhecido como Modus Operandi ou “Brazil Plan” (1917). Com a Constituição de 1937, a Assembléia Geral foi transformada em Supremo Concílio. Em 1955 surgiu o Conselho Interpresbiteriano, criado para gerir as relações da igreja com as missões americanas e com as juntas missionárias nos Estados Unidos.
     Em 1948, Samuel Rizzo representou a IPB na Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas em Amsterdã. No ano seguinte, a igreja optou pela “eqüidistância” entre o CMI e o CIIC de Carl McIntire. Em 1962, o Supremo Concílio aprovou o “Pronunciamento Social da IPB”.
     Entre a juventude surgiu um crescente questionamento da posição conservadora da igreja. Um importante canal de expressão foi o controvertido Jornal Mocidade (1944). Billy Gammon, filha do Rev. Samuel Gammon, foi nomeada secretária da mocidade a partir de 1946. Até 1958 o número de sociedades locais cresceu de 150 para 600, com 17 mil membros. O Rev. M. Richard Shaull veio ao Brasil para trabalhar entre universitários. Em 1953 tornou-se professor do Seminário Presbiteriano de Campinas e começou a cooperar com o Departamento de Mocidade e a União Cristã de Estudantes do Brasil (UCEB). Tornou-se uma voz influente na mocidade evangélica em geral. Em 1962, o Supremo Concílio reestruturou o Departamento de Mocidade, tirando sua autonomia.

     Igreja Presbiteriana Fundamentalista: Israel Gueiros, pastor da 1ª Igreja Presbiteriana de Recife e ligado ao Concílio Internacional de Igrejas Cristãs (Carl McIntire) liderou uma campanha contra o Seminário do Norte sob a acusação de modernismo. Fundou outro seminário e foi deposto pelo Presbitério de Pernambuco em julho de 1956. Em 21 de setembro do mesmo ano foi organizada a IPFB com quatro igrejas locais (inclusive elementos batistas e congregacionais), que formaram um presbitério com 1800 membros.

     9.3 Igreja Presbiteriana Independente
     Essa igreja surgiu em 1903 como uma denominação totalmente nacional, sem qualquer vinculação com igrejas estrangeiras. Resultou do projeto nacionalista de Eduardo Carlos Pereira (1856-1923). Em 1907 tinha 56 igrejas e 4.200 membros comungantes. Fundou um seminário em São Paulo. Em 1908 foi instalado o Sínodo, inicialmente com três presbitérios. Mais tarde, em 1957, foi criado o Supremo Concílio, com três sínodos, dez presbitérios, 189 igrejas locais e 105 pastores. Seu jornal oficial era O Estandarte, fundado em 1893. Após o Congresso do Panamá (1916), a IPI aproximou-se da IPB e das outras igrejas evangélicas. A partir de 1930, surgiu um movimento de intelectuais (entre eles o Rev. Eduardo Pereira de Magalhães, neto de Eduardo Carlos Pereira) que pretendia reformar a liturgia, certos costumes eclesiásticos e até mesmo a Confissão de Fé. A questão eclodiu no Sínodo de 1938. Um grupo organizou a Liga Conservadora, liderada pelo Rev. Bento Ferraz. A elite liberal retirou-se da IPI em 1942 e formou a Igreja Cristã de São Paulo.

     A Igreja Presbiteriana Conservadora foi fundada pelos membros da Liga Conservadora em 1940. Em 1957, contava com mais de vinte igrejas, em quatro estados, e tinha um seminário. Seu órgão oficial é O Presbiteriano Conservador. Filiou-se à Aliança Latino-Americana de Igrejas Cristãs e à Confederação de Igreja Evangélicas Fundamentalistas do Brasil.

     9.4 Igreja Metodista
     A Conferência Anual Metodista foi organizada no Rio de Janeiro em 15 de setembro de 1886 pelo bispo John C. Granbery, enviado ao Brasil pela Igreja Metodista Episcopal do Sul. Tinha apenas três missionários, James L. Kennedy, John W. Tarboux e Hugh C. Tucker, sendo a menor conferência anual já criada na história do metodismo. Em 1899, a IME do Norte transferiu seu trabalho no Rio Grande do Sul para a Conferência Anual. Em 1910 e 1919 surgiram outras duas conferências (norte, sul e centro).
     A Junta de Nashville continuou a interferir na vida da igreja de modo indevido, culminando com a insistência em nomear o presidente do Colégio Granbery (1917). Cresceu o movimento pelo sustento próprio, liderado por Guaracy Silveira. Em 1930 a IMES cedeu a autonomia desejada. No dia 2 de setembro de 1930, na Igreja Metodista Central de São Paulo, foi organizada a Igreja Metodista do Brasil. O primeiro bispo eleito foi o velho missionário John William Tarboux. O primeiro bispo brasileiro foi César Dacorso Filho (1891-1966), eleito em 1934, que por doze anos (1936-1948) foi o único bispo da igreja. A Igreja Metodista foi a primeira denominação brasileira a filiar-se ao Concílio Mundial de Igrejas (1942).

     9.5 Igreja Batista
     A Convenção Batista Brasileira foi organizada no dia 24 de junho de 1907 na Primeira Igreja Batista da Bahia (Salvador), quando 43 delegados, representando 39 igrejas, aprovaram a “Constituição Provisória das Igrejas Batistas do Brasil”.
     Na chamada “questão radical”, líderes batistas do nordeste apresentaram um memorial aos missionários em 1922 e um manifesto à Convenção em 1925 reivindicando maior participação nas decisões, principalmente na área financeira. Não atendidos, mais tarde organizaram-se como um facção separada da Convenção e da Junta. As bases de cooperação entre a igreja brasileira e a Junta de Richmond voltaram a ser discutidas em 1936 e 1957.

     9.6 Igreja Luterana
     O Sínodo Rio-Grandense surgiu em 1886. Posteriormente, surgiram outros sínodos autônomos: Sínodo da Caixa de Deus ou “Igreja Luterana” (1905), com forte ênfase confessional; Sínodo Evangélico de Santa Catarina e Paraná (1911) e Sínodo Brasil Central (1912). O Sínodo Rio-Grandense, ligado à Igreja Territorial da Prússia, filiou-se à Federação Alemã das Igrejas Evangélicas em 1929. Em 1932, o Sínodo Luterano também se filiou à federação e começou a se aproximar dos outros sínodos. Em 1939 o Estado Novo exigiu que toda a pregação pública fosse feita em português.
     Em 1949 os quatro sínodos se organizaram em Federação Sinodal, a Igreja Luterana propriamente dita. No ano seguinte a igreja solicitou admissão ao Conselho Mundial de Igrejas e em 1954 adotou o nome de Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). A Igreja Luterana filiou-se à Confederação Evangélica do Brasil em 1959.

     9.7 Igreja Episcopal
     Uma Convocação especial reunida em Porto Alegre em 30 de maio de 1898 definiu a relação formal entre a missão e a Igreja Episcopal dos Estados Unidos e elegeu Lucien Lee Kinsolving como o primeiro bispo residente da igreja brasileira. Ele foi sagrado bispo em Nova York em 6 de janeiro de 1899) e foi o único bispo episcopal no Brasil até 1925. O primeiro bispo brasileiro foi Athalício Theodoro Pithan, sagrado em 21 de abril de 1940.
    Em abril de 1952, foi instalado o Sínodo da Igreja Episcopal Brasileira, contando com três bispos: Athalício T. Pithan, Luís Chester Melcher e Egmont Machado Krischke. Em 25 de abril de 1965 a Igreja Episcopal do Brasil obteve da igreja-mãe sua plena emancipação administrativa e passou a ser uma província autônoma da Comunhão Anglicana. Logo em seguida, filiou-se ao CMI.

10. Denominações Históricas (após 1964)
     Dois eventos cruciais na década de 60 foram: (a) o Concílio Vaticano II (1962-65), que marcou a abertura aos protestantes (“irmãos separados”) e revelou novas concepções sobre o culto, a missão da igreja e a relação com a sociedade; (b) o Golpe de 1964 e o regime militar no Brasil.

     10.1 Igreja Presbiteriana
     Esse período marcou o fim do antigo relacionamento da IPB com as missões norte-americanas. Em 1954 havia sido criado o Conselho Interpresbiteriano. Em 1962, a Missão Brasil Central propôs-se a entregar à igreja brasileira toda a sua obra evangelística, educativa e médica. Em 1972 a igreja rompeu com a Missão Brasil Central, sendo uma das possíveis causas a adoção da Confissão de 1967 pela Igreja Presbiteriana Unida dos EUA. Em 1973 a IPB rompeu relações com a Igreja Unida (criada em 1958) e firmou novo convênio com a missão da Igreja do Sul.
     Duas questões candentes da época foram o ecumenismo e a postura social. A igreja enviou representantes à assembléia do Conselho Mundial de Igreja em Amsterdã (1948) e observadores a outras assembléias. Missionários como Richard Shaull deram ênfase a questões sociais, influenciando os seminários e a mocidade da igreja. O Supremo Concílio de 1962 realizou um importante pronunciamento social.
     Houve uma forte reação conservadora no Supremo Concílio de 1966, em Fortaleza, com a eleição de Boanerges Ribeiro, reeleito em 1970 e 1974. As principais preocupações do período foram a ortodoxia, a evangelização e a rejeição do ecumenismo. Multiplicaram-se os processos contra pastores, igrejas locais e concílios.
     Nessa época surgiram alguns grupos dissidentes, como o Presbitério de São Paulo e a Aliança de Igrejas Reformadas (1974), que defendiam maior flexibilidade doutrinária. Em setembro de 1978, na cidade de Atibaia, foi criada a Federação Nacional de Igrejas Presbiterianas (FENIP).

     10.2 Igreja Presbiteriana Independente
     A IPI inicialmente teve uma postura menos rígida que a IPB, mas a partir de 1972 tornou-se mais inflexível quanto ao ecumenismo e à renovação carismática. Em 1978 admitiu aos seus presbitérios os três primeiros missionários da sua história, Richard Irwin, Albert James Reasoner e Gordon S. Trew, que antes colaboravam com a IPB. Em 1973, um segmento separou-se para formar a Igreja Presbiteriana Independente Renovada, que depois se uniu a um grupo semelhante egresso da IPB, formando a Igreja Presbiteriana Renovada.

     10.3 Igreja Batista
     No período em questão, os batistas foram caracterizados por forte ênfase evangelística, tendo realizado grandes campanhas. Billy Graham pregou no Maracanã durante o X Congresso da Aliança Batista Mundial (julho de 1960). O pastor João Filson Soren, da 1ª Igreja Batista do Rio, foi eleito presidente da Aliança Mundial. Em 1965 foi realizada a Campanha Nacional de Evangelização como uma resposta ao golpe de 1964. Seu lema foi “Cristo, a Única Esperança”, indicado que soluções meramente políticas eram insuficientes. Seu coordenador foi o pastor Rubens Lopes, da Igreja Batista de Vila Mariana, em São Paulo. Houve ainda a Campanha das Américas (1967-1970) e a Cruzada Billy Graham, no Rio de Janeiro, em 1974, tendo como presidente o pastor Nilson do Amaral Fanini. Houve também uma Campanha Nacional de Evangelização em 1978-1980.

     10.4 Igreja Metodista
     No início dos anos 60, Nathanael Inocêncio do Nascimento, reitor da Faculdade de Teologia, liderou o “esquema” nacionalista que visava substituir os líderes missionários do Gabinete Geral por brasileiros (saíram Robert Davis e Duncan A. Reily e entraram Almir dos Santos e Omar Daibert, futuros bispos).
     Os universitários e estudantes de teologia pleiteavam uma igreja mais voltada para a ação social e a política. A ênfase na justiça social dominou a Junta Geral de Ação Social (Robert Davis, Almir dos Santos) e a Faculdade de Teologia. Dom Helder Câmara paraninfou a turma de 1967. No ano seguinte, uma greve levou ao fechamento da Faculdade e à sua reestruturação.
     De 1968 em diante a igreja voltou-se para problemas internos como o regionalismo. Em 1971 cada um dos seis concílios regionais elegeu, pela primeira vez, o seu próprio bispo (os bispos sempre tinham sido eleitos no Concílio Geral, como superintendentes gerais da igreja) e surgiram vários seminários regionais. Essa tendência perdurou até 1978.
     Nos anos 70 a IMB investiu na educação superior. No campus da antiga Faculdade de Teologia surgiu o Instituto Metodista de Ensino Superior e em 1975 o Instituto Piracicabano (fundado em 1881) foi transformado em Universidade Metodista de Piracicaba. Em 1982 foi elaborado o Plano Nacional de Educação Metodista, cuja fundamentação deu ênfase ao conceito do Reino de Deus e à teologia da libertação.

     10.5 Igreja Luterana
     Em 1968, os quatro sínodos, originalmente independentes um do outro, integraram-se em definitivo na IECLB, aceitando uma nova constituição. No VII Concílio Geral (outubro de 1970) foi aprovado unanimemente o “Manifesto de Curitiba,” contendo o posicionamento político-social da igreja. Esse manifesto foi entregue ao presidente Emílio Médici por três pastores. Em 1975 entrou em vigor a reforma do currículo da faculdade de teologia de São Leopoldo, refletindo as prioridades da igreja.

     11. Igrejas pentecostais e neopentecostais
    As três ondas ou fases do pentecostalismo brasileiro foram as seguintes: (a) décadas de 1910-1940: chegada simultânea da Congregação Cristã no Brasil e da Assembléia de Deus, que dominaram o campo pentecostal por 40 anos; (b) décadas de 1950-1960: fragmentação do pentecostalismo com o surgimento de novos grupos – Evangelho Quadrangular, Brasil Para Cristo, Deus é Amor e muitos outros (contexto paulista); (c) anos 70 e 80: advento do neopentecostalismo – Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus e outras (contexto carioca).

     (a) Congregação Cristã no Brasil: fundada pelo italiano Luigi Francescon (1866-1964). Radicado em Chicago, foi membro da Igreja Presbiteriana Italiana e aderiu ao pentecostalismo em 1907. Em 1910 (março-setembro) visitou o Brasil e iniciou as primeiras igrejas em Santo Antonio da Platina (PR) e São Paulo, entre imigrantes italianos. Veio 11 vezes ao Brasil até 1948. Em 1940, o movimento tinha 305 “casas de oração” e dez anos mais tarde 815.

     (b) Assembléia de Deus: teve como fundadores os suecos Daniel Berg (1885-1963) e Gunnar Vingren (1879-1933). Batistas de origem, eles abraçaram o pentecostalismo em 1909. Conheceram-se numa conferência pentecostal em Chicago. Assim como Luigi Francescon, Berg foi influenciado pelo pastor batista William H. Durham, que participou do avivamento de Los Angeles (1906). Sentindo-se chamados para trabalhar no Brasil, chegaram a Belém em novembro de 1910. Seus primeiros adeptos foram membros de uma igreja batista com a qual colaboraram.

     (b) Igreja do Evangelho Quadrangular: fundada nos Estados Unidos pela evangelista Aimee Semple McPherson (1890-1944). O missionário Harold Williams fundou a primeira IEQ do Brasil em novembro de 1951, em São João da Boa Vista. Em 1953 teve início a Cruzada Nacional de Evangelização, sendo Raymond Boatright o principal evangelista. A igreja enfatiza quatro aspectos do ministério de Cristo: aquele que salva, batiza com o Espírito Santo, cura e virá outra vez. As mulheres podem exercer o ministério pastoral.

     (c) Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo: fundada por Manoel de Mello, um evangelista da Assembléia de Deus que depois tornou-se pastor da IEQ. Separou-se da Cruzada Nacional de Evangelização em 1956, organizando a campanha “O Brasil para Cristo”, da qual surgiu a igreja. Filiou-se ao CMI em 1969 (desligou-se em 1986). Em 1979 inaugurou seu grande templo em São Paulo, sendo orador oficial Philip Potter, secretário-geral do CMI. Esteve presente o cardeal arcebispo de São Paulo, Paulo Evaristo Arns. Manoel de Mello morreu em 1990.

     (d) Igreja Deus é Amor: fundada por David Miranda (nascido em 1936), filho de um agricultor do Paraná. Vindo para São Paulo, converteu-se numa pequena igreja pentecostal e em 1962 fundou sua igreja em Vila Maria. Logo transferiu-se para o centro da cidade (Praça João Mendes). Em 1979, foi adquirida a “sede mundial” na Baixada do Glicério, o maior templo evangélico do Brasil, com capacidade para dez mil pessoas. Em 1991 a igreja afirmava ter 5.458 templos, 15.755 obreiros e 581 horas diárias em rádios, bem como estar presente em 17 países (principalmente Paraguai, Uruguai e Argentina).

     (e) Igreja Universal do Reino de Deus: fundada por Edir Macedo (nascido em 1944), filho de um comerciante fluminense. Trabalhou por 16 anos na Loteria do Estado, período no qual subiu de contínuo para um posto administrativo. De origem católica, ingressou na Igreja de Nova Vida na adolescência. Deixou essa igreja para fundar a sua própria, inicialmente denominada Igreja da Bênção. Em 1977 deixou o emprego público para dedicar-se ao trabalho religioso. Nesse mesmo ano surgiu o nome IURD e o primeiro programa de rádio. Macedo viveu nos Estados Unidos de 1986 a 1989. Quando voltou ao Brasil, transferiu a sede da igreja para São Paulo e adquiriu a Rede Record de Televisão. Em 1990 a IURD elegeu três deputados federais. Macedo esteve preso por doze dias em 1992, sob a acusação de estelionato, charlatanismo e curandeirismo.

* Extraído do site: Instituto Presbiteriano Mackenzie (http://www.mackenzie.br/6994.html)

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