sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Abismo demográfico, as famílias em colapso

Por Luiz Fernando Rezende Coutinho

FERRARA, ItáliaNuma noite recente no centro recreativo do Elefante Azul, aqui em Ferrara, um grupo de pais e mães observava, rejubilante, enquanto dúzias de crianças de 3 ou 4 anos corriam por uma sala de brincadeiras colorida, pulando no chão almofadado ou rabiscavam em folhas de desenho, inflamados de orgulho criativo.
Era a Itália tal como os estrangeiros ainda a imaginam: adorando as crianças e amando a família.
Mas havia qualquer coisa de errado nesta imagem. A maioria dos pais contemplava uma e apenas uma criança.
Isto é verdade para Gianluca Valenti, que dizia que dar irmãos ao seu filho seria demasiado cansativo e dispendioso, e para Barbara Lenzi, que dizia que mais que uma criança "não parece fazer sentido.".
É também verdade para Rosa Andolfi, que respondeu a uma pergunta sobre ter mais uma criança como se houvesse um vampiro por perto. "Basta!". A Sra. Andolfi como que ganiu e, de seguida, fez o sinal da cruz com os dedos, atirando-a para a frente.
Esse gesto não era apenas uma brincadeira, mas significativo; tocava uma crescente realidade preocupante na Itália e em outros países europeus, cujas taxas de fertilidade têm caído a pique ao longo das últimas décadas, elevando as famílias com apenas um filho quase ao nível da norma estatística.
O texto acima, de autoria do jornalista Frank Bruni, foi publicado há 7 anos na edição de 26 de dezembro de 2002 do jornal The New York Times. O artigo revela um perfil cada vez mais comum nas famílias italianas, fato que especialistas em crescimento demográfico já vinham detectando há mais de uma década e que agora atinge proporções preocupantes. Em novembro de 1997, demógrafos de todo o mundo se reuniram na sede das Nações Unidas em Nova Iorque para alertar aos governos sobre um novo problema populacional. Dessa vez, a ameaça não era uma bomba populacional, o crescimento exagerado da população mundial a ponto dos recursos matérias do planeta não serem suficientes para nos sustentar. O novo e inesperado problema mundial é a queda na taxa de fertilidade, a média de filhos por mulher. Está se tornando uma tendência mundial os casais terem menos de dois filhos.
Oculta entre as taxas abrangentes das médias usadas nas estatísticas, esta arapuca demográfica está adquirindo proporções sérias em vários países do mundo e com tendência já detectada no Brasil. E o que é pior, o problema vai mais além da esfera política e econômica. Atinge em cheio o cristianismo e mais especificamente a obra de evangelização mundial. A aversão das famílias por mais de um filho toca uma realidade preocupante especialmente em países como a Itália, onde as taxas de fertilidade têm caído vertiginosamente ao longo das últimas décadas, tornando as famílias com apenas um filho praticamente como uma norma cultural.
Um estudo de análise demográfica do Instituto Max Planck de Rostock, na Alemanha, verificou que todos os países europeus apresentam taxa de natalidade baixa demais para manter seu atual nível populacional. A pesquisa, publicada na revista alemã Pesquisa Demográfica em Primeira Mão revela um dado alarmante. Segundo os pesquisadores, nenhum dos Estados europeus atingiu o assim chamado "nível de reposição" da média de 2,1 filhos por mulher, através do qual a geração dos filhos pode substituir a de seus pais.
O nível de reposição da população é o ponto do equilíbrio em que a população de um país não aumenta nem diminui. A fim de manter a população atual, a mulher deve ter 2,1 filhos durante a sua vida. Essencialmente, isso significa substituir-se a si e a um homem. Uma vez que algumas crianças morrerão antes de alcançarem a maturidade, é necessário um pouco mais de 2 filhos. Daí, a importância do número 2,1.
Segundo projeções da ONU, no ano 2015 serão quase noventa países, metade, portanto, dos 180 países do mundo em que a taxa de fertilidade terá caído abaixo do índice mínimo de reposição populacional.
Basta uma simples conta matemática para que possamos compreender a dimensão do problema. Antes de fazermos as contas, para que possamos avaliar o significado dos números, vejamos uma definição do que significa cultura: numa visão antropológica, podemos o definir cultura como a rede de significados que dão sentido ao mundo que cerca um indivíduo, ou seja, a sociedade. Essa rede engloba um conjunto de diversos aspectos, como crenças, valores, costumes, leis, moral, línguas, etc. Pois bem, tendo essa definição em mente, para que uma cultura seja mantida por mais de 25 anos é necessário uma taxa de fertilidade de 2,1 crianças por família. Qualquer valor menor que este índice, a cultura de um país ou um povo entrará em decadência.
Historicamente, nenhuma cultura sobreviveu a uma taxa de 1,9. Foi assim que sorrateiramente grandes povos do passado acabaram desaparecendo, sendo absorvidos por outros povos. Um exemplo clássico disso é o povo mongol. No século 13 os mongóis formavam um dos maiores impérios que o mundo já viu. Sua ambição era a de possuir todas as terras entre os oceanos Pacífico e Atlântico e eles quase conseguiram. Porém, lenta, gradual e progressivamente, os mongóis foram absorvidos pela milenar cultura chinesa. Os mongóis na China deixaram de ser mongóis e passaram a agir como chineses, a pensar como chineses, a serem chineses! A taxa de fertilidade entre os mongóis era de apenas 1,7. Um outro tipo de processo aconteceu nos primórdios de Roma. A Etrúria era um evoluído reino que chegou a colonizar grandes porções da Itália entre os anos 1200 e 700 a.C, inclusive territórios da ainda tribal e guerreira Roma. Porém as famílias etruscas são historicamente conhecidas por terem uma baixa taxa de natalidade. Em poucos anos os romanos dominaram todas as terras da Etrúria e diluíram sua cultura. Os etruscos desapareceram (não confundir com o reino da Etrúria mais recente, estabelecido por Napoleão Bonaparte e que durou de 1801 a 1807). Nos tempos do imperador Julio Cesar os romanos eram extremamente preocupados com medo de não produzirem crianças suficientes, em número suficiente para a posteridade de Roma. A nobreza estéril pagã apagou a idéia da descendência da mente dos romanos e todo o império adotou um rígido controle de natalidade. Veio a sucumbir no ano 476 sob os bárbaros.
O mais impressionante é que muitos demógrafos admitem a existência de um ponto de não-retorno, um índice a partir do qual as consequências do declínio na fertilidade são tão graves que tornaria inevitável a queda ao abismo demográfico - a extinção de toda a sociedade. Esse ponto de não-retorno seria de 1,3 filhos por mulher. A alegação de que essa taxa seria estatisticamente impossível reverter tem sido um ponto de acalorados debates e divergências. A explicação é de que seriam necessárias mais de 8 décadas para que toda uma nova geração pudesse nascer e corrigir o problema. Ocorre que 8 décadas de espera significaria o colapso de todos os setores da economia de um país. Em termos populacionais, significaria a extinção. Com a taxa de fertilidade a 1,3, em 40 anos um país terá perdido quase a metade de sua população. Portanto, antes de completar as 8 décadas a população já teria desaparecido.
Na Itália, onde a taxa de fertilidade em 2001, foi de 1,2, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, o ministro do trabalho na época, Roberto Maroni, havia anunciado que o custo, para o estado, do sistema de pensões de reforma, teria de ser reduzido. O Sr. Maroni disse que o governo iria oferecer incentivos, que não especificou, para conservar as pessoas a trabalharem para além da idade mínima de reforma, aos 57 anos.
Em toda a Itália percebe-se a escassez de crianças nas ruas e ao longo da última década muitas escolas primárias já foram fechadas. A taxa de fertilidade italiana tem sido a mais baixa de toda a história — menos de 1,5 desde 1984, com períodos que variaram até 1,2.
As Nações Unidas publicaram recentemente dados que sugerem que a população da Espanha poderá diminuir dos atuais 39,9 milhões para apenas 31,3 milhões em 2050. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a taxa de fertilidade na Espanha em 2001, foi de apenas 1,1, a mais baixa da Europa ocidental.
Muitas províncias do rico e educado norte de Itália, têm taxas de fertilidade muito abaixo dessa. Já temendo as consequências desses números, no dia 14 de novembro de 2002, o Papa João Paulo II discursou no Parlamento italiano afirmando que "a crise na taxa de nascimentos" na Itália era uma "grave ameaça que pende sobre o futuro do país." Na verdade, João Paulo II tinha motivos a mais para se preocupar. Veremos isso adiante.
Na Espanha, na Suécia, na Alemanha e na Grécia, a taxa de fertilidade total — ou o número médio de filhos que se espera que uma mulher dê à luz, baseados nos indicadores atuais, — era de 1,4 ou menos, em 2001, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
Esta taxa não atingiu os 2,1 em nenhum país europeu — a marca que, de acordo com os demógrafos, significaria a exata renovação da população. Em sua edição 1521, de 12 de novembro de 1997, a revista Veja publicou uma matéria mostrando a gravidade do problema na Itália. A revista ouviu Joseph Chamie, chefe da divisão populacional da ONU. Na matéria assinada pelo jornalista Eurípedes Alcântara, o texto diz o seguinte: O relato sobre a situação da Itália foi o mais dramático. Um dos países que mais cresciam populacionalmente na Europa nos anos 60, a Itália viu a taxa de fertilidade de suas mulheres cair para 1,2. É a mais baixa taxa de reposição populacional registrada na História moderna. Os impactos já se fazem sentir. A média de alunos no 1º ano escolar caiu de 22 por classe há cinco anos para apenas oito crianças. O número de nascimentos de 1 milhão por ano reduziu-se para 500.000. "Obviamente quem pensava ser pediatra ou professor na Itália deve considerar uma mudança de planos", afirma Chamie. A longo prazo os efeitos são mais profundos. No ano 2030, mantida a mesma tendência, a Itália terá apenas 42 milhões de habitantes (tem 57 milhões hoje) e enfrentará graves déficits na Previdência, porque para cada três aposentados apenas um italiano estará em idade de trabalhar. "O mais surpreendente é que não houve campanhas públicas de controle da natalidade na Itália", explica Chamie. "São mudanças individuais espontâneas e, portanto, irreversíveis."
O problema que vem ocorrendo na Itália, a princípio pode parecer algo difícil de entender, mas a explicação é simples. Se dois casais tem apenas um filho cada, em termos numéricos esses filhos equivalem a metade do que havia de pais. Prosseguindo, se esses filhos na idade adulta também tiverem apenas um filho, em menos de 80 anos toda essa sequência familiar estará reduzida a apenas 1/4 de pessoas. Em outras palavras, para cada 4 avôs haverá somente 1 neto. Um país com uma economia saudável e um crescimento econômico contínuo é largamente sustentado pelo aumento da população. As pessoas são consumidoras. Mais consumidores significa mais dinheiro. Mais dinheiro significa uma economia mais saudável. Com 1,9 filhos por mulher, a população está diminuindo a ponto de haver um colapso populacional, em que a população não é mais tão grande para suportar uma economia funcional. Sem uma economia eficiente, a força de trabalho torna-se menor, as mulheres precisam trabalhar para ajudar nas despesas domésticas e as pessoas evitam ter filhos. Taxas de fertilidade menores de 1,9 indicam que os filhos tornam-se adultos, envelhecem e morrem antes que haja qualquer possibilidade de recomposição familiar. A redução da natalidade faz gerar não só crescente número de famílias sem filhos, mas também uma redução de filhos por família. Pois é exatamente isso que vem acontecendo na Europa e em vários outros países, com proporções mais graves na Itália. A uma taxa de 1,3 é considerado impossível reverter o quadro.
Para cada milhão de bebês nascidos no ano 2000, não haverá 2 milhões de pessoas em 2030. Isso significa menos força de trabalho o que leva as pessoas a evitarem filhos. Enquanto a população encolhe, acontece a mesma coisa com a cultura.
Alguns índices de fertilidade são preocupantes: 1,24 na Itália, 1,27 na Espanha, 1,30 na Alemanha, 1,70 na França, 1,78 na Inglaterra. Na União Europeia onde são 31 os número de países integrantes, o índice de fertilidade está abaixo de 1,38. Muito distante do nível de substituição. Esse índice é tão baixo que é considerado impossível reverter esse quadro.
Acredite! Dentro de menos de um século os europeus não mais existirão. Não da forma como os conhecemos. Não haverá mais europeus descendentes da população européia tradicional.
Vários fatores contribuem para o declínio demográfico. "As pessoas estão a estudar durante mais tempo, e, portanto encontram trabalho mais tarde, quando existe trabalho para elas, e logo casam-se mais tarde, o que não significa necessariamente que venham a ter filhos", disse Valerio Terra Abrami, chefe do Departamento de Estatística Social do Instituto Nacional de Estatística italiano.
Os homens e as mulheres ao retardarem o casamento, reduzem a probabilidade de terem mais do que um ou dois filhos. Hoje, no ocidente, quase um em cada dois casamentos terminam em divórcio. Os filhos do divórcio têm uma menor probabilidade de se casarem e constituírem família.
Mais mulheres casadas estão a optar por não terem filhos para não prejudicarem as suas carreiras profissionais. Depois dos 35 anos, torna-se progressivamente mais difícil às mulheres conceberem.
A comunicação social e os meios de entretenimento apregoam aos jovens adultos que a satisfação vem das carreiras, do romance sem responsabilidade, viagens e “do enriquecimento pessoal” - não de ter filhos. A mensagem dos meios de comunicação é viva-para-o-momento e viva em primeiro lugar para si mesmo, com nenhum sentido de obrigação para com as gerações anteriores ou preocupação pelo futuro.
O crescimento da coabitação também tem impacto. Na Escandinávia, quase tantos casais estão a viver casados como apenas juntos. A coabitação não é propícia a nascimentos nem a cuidar de crianças.
A secularização conduziu a uma falta de sentido nos jovens. Na maioria dos países, há uma correlação direta entre a frequência semanal aos serviços religiosos e o índice de natalidade. Aqueles que acreditam que a vida tem um sentido final têm filhos. Aqueles que não acreditam, não têm.
O que isso tem haver com a igreja e a obra missionária?
Em poucos anos a Europa como nós a conhecemos hoje, deixará de existir. Não, a Europa não será um continente vazio e desolado. As lojas e avenidas não ficarão desertas. Mesmo com o baixíssimo índice de fertilidade, a população da Europa não está declinando.
Na Itália, tal como em outros países da Europa ocidental, a baixa taxa de fertilidade está interligada com um conjunto de outras questões — a imigração, por exemplo. Enquanto muitas pessoas e muitos políticos da Europa gostariam de estancar a crescente maré de novas chegadas de imigrantes ao longo das últimas décadas, poderão vir a ser forçados a aceitá-los, simplesmente para preencher os empregos e manter os níveis de produtividade.
De todo o crescimento da população européia desde 1990, 90% tem sido por causa da imigração islâmica.
A taxa de fertilidade entre as famílias francesas oscila em torno de 1,70, enquanto nas famílias islâmicas é de 8,1. O sul da França já foi uma região conhecida tradicionalmente por seu grande número de igrejas cristãs. Agora há mais mesquitas do que igrejas e 30% da população com menos de 20 anos são islâmicos. Em cidades maiores como Nice, Marselha e Paris esse número sobre para 45%. Em 2027, 1 em cada 5 franceses, será muçulmano.
Nos últimos 30 anos, a população muçulmana na Inglaterra cresceu de 82 mil para 2,5 milhões, ou seja, multiplicou em 30 vezes. Há milhares de mesquitas e muitas eram igrejas no passado.
Na Holanda, 50% dos recém nascidos são muçulmanos e em 15 anos, 50% da população holandesa será de muçulmanos.
Na Rússia, há mais de 23 milhões de muçulmanos, quer dizer, um em cada cinco e 40% dos soldados da Rússia são muçulmanos.
Na Bélgica, 25% da população e 50% dos recém nascidos são muçulmanos. Em 2025, 1/3 de recém nascidos na Europa será nascido em família muçulmana. Isso é daqui a 16 anos.
Já vimos essa história acontecer antes com a Turquia. Até o século 18 a Turquia ainda era um proeminente centro cristão. As cartas endereçadas às 7 igrejas da Ásia mencionadas no livro de Apocalipse ficavam onde hoje é o território turco. Ali nos primórdios do cristianismo o evangelho cresceu e se espalhou, formando grandes comunidades de crentes em Cristo. A partir do século 19 as altas taxas de imigrantes muçulmanos oriundos da ilha de Creta transformou a paisagem da Turquia. Hoje a representação de cristãos no país é irrisória.
A igreja precisa acordar urgentemente a fim de mover esforços missionários para a Europa, especialmente países como a Itália e a Espanha, que disputam a liderança dos primeiros a irem para o abismo demográfico. Os Semeadores Missionários com Paixão pelas Almas, por exemplo, já mantém os Projetos Seara-Espanha e Seara-Itália. Entretanto, ainda aguarda mais mantenedores para o prosseguimento do Projeto Seara-Itália. Se nada for feito imediatamente, amanhã a Europa poderá se transformar num dos maiores desafios missionários, tornando-se totalmente fechada ao Evangelho, a exemplo do que já ocorre com outros países islâmicos.
O que estamos fazendo? O que estamos esperando? A igreja brasileira tem sido altamente inoperante quando se trata de Europa. A igreja foi mal acostumada com a idéia absolutamente errônea de que missionários só devem ser enviados para áreas de florestas, desertos ou em localidades onde reina a miséria. Essa visão mesquinha de missões pode custar muito caro para a igreja brasileira e certamente Deus irá requerer essa responsabilidade de nossas mãos. Responsabilidade que estamos negligenciando, pois missões deve ser feita em todo o mundo, onde houver um povo necessitando ouvir o Evangelho. Atualmente, os italianos são um desses povos. A Itália requer atenção urgente por parte da igreja, pois o povo italiano está a caminho da extinção.
No nosso continente, os números apontam para trajetória semelhante. No Canadá, a taxa de fertilidade é de 1,74, bem abaixo dos 2,1 necessários para manter uma cultura e o islã é a religião que mais cresce. Entre 2001 e 2006, a população do Canadá aumentou em 1,6 milhões e desses 1,2 milhões foram em virtude de imigração. Nos Estados Unidos a taxa de fertilidade é de 1,6. Porém com a imigração de latinos, subiu para 2,1 - o mínimo necessário para manter uma cultura. Em 1970 havia 100 mil muçulmanos nos Estados Unidos, hoje há 9 milhões.
É hora da igreja despertar de sua negligência missionária!
O mundo em que vivemos não será o mundo em que as nossas crianças viverão. No final de março de 2008 a Igreja Católica anunciou na publicação da Santa Sé, o "L"Osservatore Romano", que pela primeira vez na história o islamismo ultrapassou o número de católicos. O papa João Paulo II faleceu antes de ver esse dia, mas provavelmente essa era uma de suas preocupações no discurso feito em novembro de 2002 no Parlamento italiano. Naquela dada os números já indicavam que isso iria acontecer.
Em vista dos índices de crescimento mostrados, em 5 ou 7 anos, o islamismo poderá se tornar a religião predominante no mundo.
Convocamos você a fazer algo pelo Evangelho agora, nesta geração. Convocamos você, servo do Senhor, a erguer os olhos e ver os campos na Itália que já estão brancos para a ceifa. Faça alguma coisa, agora! O Senhor da Seara precisa de crentes dispostos, atentos e com o coração aberto para agir!
No Brasil, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de fecundidade média já vem apresentando uma curva em declínio desde a década de 1970, passando de 5,8 filhos por mulher para 2,3, em 2000.
Acompanhe esses números. Taxa de Fertilidade no Brasil: 2003=2,01, 2004=1,93, 2005=1,93, 2006=1,91, 2007=1,88, 2008=1,86. Em quantos anos chegaremos a 1.3? As estatísticas de 2003 em diante são da CIA World Factbook - uma publicação da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/).
A única salvação para a Europa e o futuro de nossa descendência é o fortalecimento da família. Isso só é possível através do Evangelho, pois é nele que podemos encontrar as bases mais sólidas, fundamentadas por Deus, para a formação da família. A única forma desses números se reverterem é através de missões. Os muçulmanos já estão há mais de 20 anos fazendo a parte deles. É nós? O que temos feito?

Bibliografia:
http://www.nytimes.com/2002/12/26/world/persistent-drop-in-fertility-reshapes-europe-s-future.html?scp=1&sq=Gianluca%20Valenti&st=cse
http://www.montemuro.org/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=548&Itemid=2
http://www.dm.com.br/materias/show/t/taxa_de_fertilidade_no_pas__igual__da_china_diz_pesquisa
http://www.godsplanforlife.org/O%20Plano%20de%20Deus%20para%20a%20Vida/Population/Fertility%20Rates%20Portuguese.htm
http://opiniaoenoticia.com.br/vida/tesoureiro-australiano-cria-polemica-sobre-taxa-de-fertilidade/
http://indexmundi.com/pt/uniao_europeia/taxa_de_fertilidade.html
http://indexmundi.com/g/g.aspx?c=ee&v=31&l=pt
http://veja.abril.com.br/121197/p_110.html
Revisa Veja, edição 1521 - 12 de outubro de 1997, páginas 110 e 111
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,3938486,00.html
http://www.youtube.com/watch?v=VZ3QvIdyQZ


Nenhum comentário:

Postar um comentário