terça-feira, 30 de junho de 2009

Carta Informativa - Julho de 2009

São José do Vale do Rio Preto / RJ, 1 de Julho de 2009.

O amor deve ser sincero...” (Rm 12.9a NVI)

Amados irmãos e companheiros na obra missionária,

Graça e a paz da parte de nosso Senhor Jesus Cristo.

Somos imensamente gratos a todos amados irmãos que têm intercedido por nós, especialmente pela minha saúde. Pela graça de Deus, já estou quase totalmente recuperado. Mas ainda não foi possível fazer a ressonância magnética para ver o que causou o problema no nervo ciático.
Peço que os amados irmãos continuem orando por minha saúde, família e situação financeira. Tivemos uma série de despesas extras, como também as despesas com o tratamento (remédios, fisioterapia). Particularmente eu não gosto de falar disto, mas cremos que Deus estará cuidando de tudo pela Sua graça.
Não tenho palavras para expressar a minha gratidão a tantos amados irmãos, de perto e de longe, que tem expressado um amor sincero para com minha vida e de minha família, através de palavras de apoio, encorajamento e carinho. Sentimo-nos muito privilegiados por sermos alvos do vosso amor sincero e orações.
Estou enviando para nossos mantenedores o relatório atualizado dos trabalhos na Índia. Apesar das provas que passei, foi muito bom estar novamente com os nossos amados irmãos na Índia e poder ver o que Deus está fazendo ali, através do trabalho dos obreiros indianos que, hoje estão dando continuidade ao trabalho. Poder conhecer muitos novos irmãos e também novas localidades que estão sendo alcançadas pela Palavra de Deus encheu meu coração de transbordante alegria. Pude gastar bastante tempo com os obreiros indianos traçando novas metas e organizando tudo para que possamos ampliar o número de obreiros indianos, com a mesma seriedade e transparência como vem sendo feito até o momento.
Atualmente estamos com trabalhos em 15 localidades (12 vilas e 3 localidades de Calcutá), alcançando mais de 785 pessoas. Já está disponível, através do meu perfil do Orkut, várias fotos da viagem de pastoreio aos obreiros indianos. Estaremos preparando um DVD com vídeos e fotos da viagem à Índia e estaremos enviando para os mantenedores fiéis dos projetos Índia e Itália.
Com relação a Itália, ainda não tivemos nenhuma resposta da Assembléia de Deus Italiana, mas deveremos ter uma resposta nas próximas semanas, através do pastor italiano que está buscando nos ajudar a este respeito. Por favor, orem por isso. Cremos que no tempo (kairós) de Deus as portas estarão se abrindo!
No dia 14 Maio, Alessandra e eu, completamos 15 anos de casados (Bodas de Cristal) e no dia 02 de Julho estarei completando 20 anos de novo nascimento. Nosso desejo foi e sempre será estar no centro da vontade de Deus e no tempo (kairós) de Deus. Como sempre costumo dizer: “o melhor lugar para estarmos é no centro da vontade de Deus!”. E temos buscado, com muita sinceridade, fazer isto em todos os aspectos da nossa vida.
Queremos, uma vez mais, expressar a nossa profunda e sincera gratidão a todos amados irmãos que têm, com fidelidade, orado e contribuído para o nosso ministério. Obrigado por estarem conosco em todos os momentos, segurando as cordas da oração e da contribuição.

Com gratidão,

Pr. Paulo Henrique, Alessandra, Matheus e Lucas
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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Minha saúde

Amados irmãos,

Graça e paz.

Quero agradecer a todos pelas orações em nosso favor. Já me sinto um pouco melhor, graças a Deus.
Estive num ortopedista e já iniciei o tratamento no nervo ciático. Estou tomando algumas injeções, forte medicação antiinflamatória e comecei a fisioterapia (RPG). Já posso sentir uma melhora, embora este seja um tratamento um pouco demorado. Quando estiver melhor terei que fazer uma ressonância magnética para ver o que causou o problema no nervo ciático, pelo menos o raio x não apresentou nenhum problema na coluna.
Peço que os amados irmãos continuem orando por minha saúde, família e situação financeira.
Os remédios são muito caros, como também o tratamento (particular), mas cremos que Deus estará cuidando de tudo pela Sua graça.
Obrigado por estarem conosco em todos os momentos.

Em Cristo,

Pr. Paulo Henrique e família

domingo, 14 de junho de 2009

Carta Informativa - Junho de 2009

São José do Vale do Rio Preto / RJ, 14 de Junho de 2009.

“Todavia fizestes bem em tomar parte na minha aflição.” (Fp 4:14)

Amados irmãos e companheiros na obra missionária,

Graça e a paz da parte de nosso Senhor Jesus Cristo.

Esta é a primeira carta que escrevo depois de chegar da viagem de pastoreio a Índia, no último dia 12 de junho.
Eu cheguei à Índia no dia 21 de maio. Pude gastar bastante tempo com os obreiros indianos e pudemos organizar muitas coisas para um melhor desenvolvimento do trabalho na Índia. Eu fiquei muito contente com os resultados de nossas reuniões que com certeza vão dar um impulso maior ao ministério na Índia. Também visitei muitas vilas e registrei através de fotos e vídeo um pouco do que Deus esta fazendo através do bonito trabalho que os obreiros indianos estão realizando ali. Numa próxima carta vocês terão mais notícias a este respeito. Com relação ao ministério na Índia só temos boas notícias. Os trabalhos estão crescendo, novas pessoas estão vindo para Cristo, novas localidades estão sendo alcançadas. Já deixei tudo organizado e teremos novos obreiros que estarão sendo preparados pelos obreiros indianos (Pr. Binaya, Pr. Piyal e Ev. Sudhakar), desta forma estaremos estendendo o trabalho para outras localidades e vilas. Junto com os demais pastores indianos, ordenamos o Sudhakar a Evangelista (que na Índia e algo como um pastor autorizado). Desta forma ele poderá atender melhor os trabalhos. Ele também está comprometido com uma moça cristã e deve se casar no próximo ano.
Essas são algumas das boas notícias dos trabalhos ali que estão avançado para a glória de Deus. Eu posso dizer que o ministério na Índia foi muito abençoado, mas o preço que eu tive de pagar foi alto, isto dentro de nosso pensamento humano, mas se compararmos ao preço que Cristo pagou não foi nada.
No dia 25 de Maio, estávamos indo (Pr. Piyal e eu) visitar algumas vilas bem distantes, localizadas em algumas ilhas da baia de Bengala. Foram duas horas de trem (de Calcutá ate uma vila mais próxima destes locais), de lá alguns irmãos tinham alugado um auto-rickshaw. Foi mais uma hora de meia de rickshaw e, quando estávamos quase chegando ao local, fomos pegos de surpresa pelos fortes ventos do ciclone Aila, que se formou de uma depressão atmosférica. Ainda assim tentamos continuar a viagem, mas em determinado local as águas do rio que separa Bangladesh do estado indiano de West Bengal transbordou e começou a inundar rapidamente tudo ao seu redor. Não havendo como prosseguir viagem, a única opção que tivemos foi retornar e tínhamos que fazer o mais rápido possível antes que as águas que subiam rapidamente inundassem tudo. O vento e a chuva agora estavam muito mais fortes e algumas vezes parecia que iria virar o auto-rickshaw. Em determinados locais tínhamos que parar em um local que oferecesse proteção contra o vento esperar alguns minutos e então prosseguir.
No caminho de volta tínhamos que enfrentar um grande número de árvores caídas, muitas delas bloqueando o caminho. Quando uma árvore bloqueava o caminho, rapidamente apareciam pessoas para cortá-las e liberar o caminho. Eu até comecei a contar o número de árvores que encontramos caídas ou caindo no nosso caminho, mas perdi a conta. Nunca vi nada parecido em minha vida inteira. Com certa dificuldade conseguimos chegar até a vila anterior, de onde poderíamos pegar um trem de volta para Calcutá, mas as más notícias ainda não tinham acabado. Todos os trens estavam parados e não havia como eles circularem. Então conseguimos alugar um carro, que concordou em nos levar até uma outra vila, na metade do caminho para Calcutá. Na estrada a situação estava cada vez pior. Árvores caídas e outras caindo. Além das árvores, postes, placas e até telhados de casas não suportaram a força do vento. Algumas vezes tínhamos que esperar vários minutos até que a rua fosse liberada e pudéssemos continuar a viagem, mas próximo do local que o carro iria nos deixar uma árvore enorme tinha caído sobre um carro e apesar de haver muitas pessoas cortando a árvore levaria varias horas para liberar a estrada. O carro que tínhamos alugado não queria esperar e tivemos que continuar a viagem a pé, sob forte chuva e vento. Caminhamos aproximadamente dois quilômetros e depois conseguimos pegar um cicle-rickshaw, que nas vilas e semelhante a uma prancha puxada por uma bicicleta. Estávamos completamente molhados, cansados e eu tossia sem parar. Conseguimos chegar então a esta outra vila e de lá, com grande dificuldade conseguimos encontrar um taxi que concordou em nos levar a Calcutá, sempre exigindo dinheiro extra. Continuamos a viagem de taxi, enfrentando as mesmas dificuldades e depois de mais de 4 horas, numa viagem que sem problemas levaria no máximo duas, chegamos enfim a Calcutá. A cidade de Calcutá também foi terrivelmente afetada. Mesmo depois de vários dias, algumas partes de Calcutá ainda estavam sem luz e era muito visível os rastros de destruição deixados pelo ciclone Aila. As estimativas oficiais do governo é de mais de 175 mortos, muitos outros ainda desaparecidos, além de mais de 200 mil desabrigados, principalmente nas vilas. Calcula-se que somente em Calcutá mais de mil arvores foram arrancadas pela força do vento e cerca de outras cinco mil nas vilas. Este foi o pior ciclone a atingir o Estado de West Bengal, do qual Calcutá é a capital, que se tem registro.
Na vila que estaríamos indo visitar, cerca de 70 irmãos já estavam reunidos para almoçarmos juntos e depois termos nossa reunião, mas infelizmente não conseguimos chegar lá. Por causa da força do vento, uma parte da parede caiu, e infelizmente dois irmãos morreram.
Conseguimos chegar ao hotel somente no inicio da noite e eu estava com febre alta e muita tosse. Tomei alguns remédios, mas passei todo o dia seguinte de cama, com febre alta e tosse. Depois do ciclone Aila a temperatura mudou dramaticamente, de forte calor ao frio e chuva durante o ciclone, e depois forte calor novamente. Esta mudança deixou também o Pr. Binaya e Sudhakar um pouco doentes. Mas todos já estão bem novamente.
No dia em que estaria voltando para o Brasil, numa viagem que levou mais de 48 horas, dos quais 24 horas foram somente de vôo, amanheci com uma forte dor na parte de traz da perna esquerda e na coluna (região lombar esquerda). Tomei alguns remédios que amenizaram a dor, mas no aeroporto ao despachar as malas a dor aumentou intensamente, apesar disto continuei a viagem. Primeiro foram nove horas de avião até Frankfurt (Alemanha), depois mais uma hora de vôo até Munique (Alemanha). Ao chegar em Munique a dor era insuportável e ao sair do avião só consegui chegar até o balcão de atendimento da Lufthansa onde não conseguindo mais andar sai de maca do aeroporto, depois transportando pela ambulância até a clínica médica (uma espécie de enfermaria numa outra parte do aeroporto). Na enfermaria o médico anestesiou minha coluna com anestesia local. Fiquei tomando outros remédios e em observação por mais de cinco horas, mas ainda assim a dor continuava insuportável. O médico não queria me liberar de jeito nenhum e queria me transferir para um hospital de Munique. Eu dizia que não era possível, visto que eu estava sozinho e não conhecia ninguém na Alemanha. Eu queria voltar para o Brasil. Para os irmãos terem uma idéia, somente a ambulância que me transportou para essa enfermaria ficou em 140 euros, os remédios ficaram em mais 40 euros. Eu gastei o que tinha e o que não tinha. Se fosse para um hospital, onde teria que fazer outros exames, ai que ficaria muito mais caro. Com muita relutância consegui convencer o médico a me liberar, mas ele deixou muito claro que era minha inteira responsabilidade. Quase me arrastando saí da enfermaria e tive que esperar mais seis horas sentado num banco do aeroporto pelo vôo que me levaria de Munique a São Paulo, outras doze horas de vôo. Sinceramente não sei como consegui. Foi resposta as minhas orações e de outros irmãos que estavam orando por mim.
Quando parecia que nada mais poderia dar errado, ao chegar em São Paulo tive que retirar todas as minhas malas para passar pela alfândega, sendo que as minhas malas foram primeiramente despachadas para o rio e eu deveria passar pela alfândega somente no rio. Retirar as malas com tamanha dor foi outro sacrifício. Para piorar eu estava trazendo algumas roupas indianas que algumas pessoas e igrejas tinham me encomendado, bem como alguns presentes dos obreiros indianos. Um dos responsáveis pela alfândega não estava num bom dia e parecia que queria estragar o dia de todo mundo. Tive uma das minhas malas retidas na alfândega, além do sofrimento de ter que mexer com as malas sentindo uma dor terrível e ficar esperando pela boa vontade do funcionário, em pelo menos, me liberar para continuar minha viagem. Fui liberado em cima da hora do meu vôo para o Rio de Janeiro e quase perdi o mesmo. Depois de pouco mais de meia hora de vôo, enfim estava no Rio. A sair do desembarque, pude ver a Alessandra, Matheus e Lucas me esperando, além de alguns irmãos e amigos. Parecia que era um pedacinho do paraíso.
Depois de pouco mais de duas horas de carro, enfim cheguei a minha casa. Sai carregado de dentro do carro, mas estava em casa. Tomei remédios e procurei repousar, apesar de ser difícil devido à dor. Na manhã seguinte fui para o hospital de nossa cidade. A médica diagnosticou o problema como dor ciática. A dor ciática corresponde a uma dor persistente percebida ao longo do nervo ciático, que se inicia na parte inferior das costas, passa abaixo das nádegas e vai até a parte mais baixa das pernas. Este é o nervo mais longo do corpo.
Fiquei mais de três horas no hospital tomando medicação intravenosa (na veia) e depois fui liberado. Estou tomando forte medicação e a partir de amanhã estarei me tratando com um ortopedista e creio que com medicação e fisioterapia possa resolver este problema, sem que seja necessário nenhuma cirurgia, visto que nunca apresentei nenhum problema na coluna.
Apesar de tudo que passei nesta viagem, e mais muitas outras coisas que não é possível mencionar visto que esta carta ficou enorme, eu posso dizer que “até aqui nos ajudou o Senhor”. Foi a misericórdia dEle e o Seu grande amor que me possibilitou estar de volta a minha casa e junto da minha família, apesar da fúria do inimigo contra nossas vidas. Foram também as vossas orações que fizeram a diferença nestes momentos tão difíceis de minha vida e que me dão forças para, mesmo com muita dor ainda, estar escrevendo esta carta, que tem com o objetivo não apresentar os problemas, mas destacar que mesmo quando parece não haver mais esperança, Deus está conosco, do nosso lado, nos levando além dos nossos limites humanos e carnais. À Deus seja toda glória e nossa gratidão pelo Seu grande e imensurável amor.
Uma vez mais, queremos destacar a nossa profunda e sincera gratidão a todos amados irmãos que têm com fidelidade orado e contribuído para o nosso ministério. Muito obrigado por estarem em nossa retaguarda segurando as cordas. Vocês têm feito a diferença em nossa vida e ministério. Obrigado a todos!

Com gratidão,

Pr. Paulo Henrique, Alessandra, Matheus e Lucas
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