domingo, 26 de abril de 2009

Formatura do Curso de Capacitação Missionária de SEMIPA


* Por Pr. Paulo Henrique

Os alunos da Turma do Ano de 2009 do Curso de Capacitação Missionária de SEMIPA – Extensão em Águas Claras chegam ao dia tão esperado, o dia da Formatura.
Na verdade, este dia não marca o fim e, sim o início de uma carreira de envolvimento e comprometimento na obra missionária. Temos certeza que ao término deste curso nossos alunos não são mais os mesmos, nem a sua percepção e envolvimento missionário. Foi um tempo de crescimento, onde o Espírito Santo ministrou em nossos corações e nos levou a um nível mais elevado, de onde pudemos entender, mais claramente, a missão de Deus (Missio Dei), da qual a Igreja de Cristo na terra é participante através da obra missionária (missões – as missiones ecclesiae). Convém destacar aqui a diferença de Missão e Missões. De uma maneira mais clara podemos dizer que missão (a missão de Deus ou Missio Dei) é o plano de Deus para a redenção da raça humana. Missões (as missiones ecclesiae) são as diferentes iniciativas humanas para promover a missão de Deus.
Deus não é um achado arqueológico nem tão pouco teológico. Ele escolheu a Si Mesmo se revelar. A Bíblia é fruto desta auto-revelação de Deus. Podemos afirmar com muita propriedade que a Bíblia Sagrada é essencialmente um livro missionário, pois missões aparece em toda a Bíblia. Nela podemos perceber que o próprio caráter de Deus é missionário.
Em seu Livro Missão Transformadora, David Bosh cita o teólogo Martin Kahler, que há mais de 100 anos disse que a missão é “a mãe da teologia”. De acordo com Kahler, a igreja foi forçada a fazer teologia no contexto de uma “situação emergencial”, por causa de seu encontro missionário com o mundo.
Missões está em toda Bíblia e, mais claramente, no Novo Testamento. A evangelização do mundo é o imperativo do Novo Testamento. “O evangelho deve ser proclamado entre as nações” (Mc 13.10).
Quando pensamos em missões, nos vem à mente a proclamação do evangelho em todo o mundo. Isto deve ser feito conforme Cristo ensinou, pela Sua Igreja. Cristo não nos deixou uma opção, mas uma ordem clara, que chamamos de “Grande Comissão”. Esta Grande Comissão consiste nas últimas instruções de Jesus a seus discípulos e que se encontra registrado nos quatro Evangelhos (Mt 28.18-20; Mc 16.15,16; Lc 24.46-49; Jo 20.21,22), bem como no livro de Atos dos Apóstolos (1.8). Nesta grande comissão, dois imperativos se destacam: “Fazei discípulos” (Mt 28.19) e “pregai o evangelho” (Mc 16.15).
O livro de Atos é o autêntico registro missionário dos apóstolos e da Igreja Primitiva. Poderíamos dizer também que, são os Atos do Espírito Santo através de homens e mulheres, pecadores, que cometem erros, mas que foram salvos pela Graça, que estavam dispostos a ir até a morte, para obedecer a Deus e fazer Seu nome conhecido até os confins da terra. É interessante destacar que o livro de atos termina, quase que abruptamente (de forma inesperada), com a prisão de Paulo e seu ministério em cadeias na cidade de Roma. Eu penso que o Espírito Santo assim o fez, para nos mostrar que os Atos dos Apóstolos (apostelo, palavra grega equivalente a palavra missionário em latim) ou os Atos do Espírito Santo ainda não terminaram. O Espírito Santo ainda está a escrever o livro de Atos. Nos céus estão sendo registrados os atos daqueles que, em obediência a ordem de Cristo, estão envolvidos e comprometidos com a missão de Deus, pela obra missionária.
Anunciar o evangelho para o apóstolo Paulo não era uma opção, mas uma obrigação. “Pois, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, porque me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1Co 9.16). Depois de muitos anos de trabalho árduo, sofrendo perseguição dos de fora, os não-cristãos, como também dos de dentro, os falsos irmãos (2Co 11.26), Paulo pôde afirmar em 2 Tm 4.7,8 (NVI): “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos que amam a sua vinda.”
Nós ainda não chegamos a este ponto. Ainda não terminamos a carreira, a corrida. Ainda temos que continuar a correr a carreira que está nos proposta, sempre combatendo o bom combate. Aqui, convém lembrarmos da recomendação de Jesus aos Seus discípulos em Lc 9.62: “...Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus.” Dentre as muitas possíveis interpretações deste versículo, penso que uma das lições que podemos extrair é a perseverança. Um trabalhador, após algumas horas de trabalho, poderia olhar para trás e, se contentar com o que já havia sido feito. Mas Jesus diz para continuarmos olhando para frente, para o campo que ainda precisa ser arado. Quando olhamos para trás achamos que fizemos muito, ou pelo menos o bastante, mas quando olhamos para frente podemos ver o quanto falta ainda para ser realizado e, somos desafios por Deus a ir mais além, a fazer um pouco mais, a continuarmos, a nunca desanimarmos, a não desistirmos... Afinal, os campos estão brancos para a ceifa. Levantemos os nossos olhos!
PARABÉNS A TODOS OS FORMANDOS!

* Pr. Paulo Henrique foi escolhido para falar em nome dos Professores do Curso de Capacitação Missionária de SEMIPA na formatura da primeira turma da Extensão em Águas Claras - São José do Vale do Rio Preto - RJ, no dia 25 de Abril de 2009.

Um comentário:

  1. Amo essa familia Aline Senador Camara Todos os Santos.

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