sábado, 21 de março de 2009

Quais são as suas motivações?

Por Pr. Paulo Henrique

A vida cristã não é uma vida de acomodação, mas de trabalho. O cristão é chamado para o trabalho (1 Co 15:58), e através deste trabalho deve glorificar o seu Senhor. Muitos estão contentes por já serem salvos, mas acham que esta salvação é só para eles, e nada fazem para que outros também possam receber esta mesma salvação através de Jesus.
Ao passo que existem pessoas que nada fazem, existe também aqueles que estão trabalhando. E é para estes, que estão trabalhando na intenção de ajudá-los, que eu gostaria de fazer esta pergunta: "Quais são as suas motivações?".
No Reino de Deus o importante não é apenas o trabalho, mas as motivações que nos levam a realizar este trabalho. O apóstolo Paulo fala que se pode ter várias motivações até para se pregar o evangelho, mas é claro que nem todas são corretas: "Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade;" (Fp 1:15).
A Bíblia diz em 1 Co 3:13, que: "A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um."
No Tribunal de Cristo, a obra de cada salvo será provada, e lá se manifestará aquilo que muitos não viram, as intenções. Aquele "grande" pregador que pregou "grandes" sermões durante toda a sua vida, mas suas reais intenções não eram fazer Cristo conhecido, mas antes fazer o seu próprio nome conhecido, alcançar a fama e ser aplaudido pelas multidões. A obra deste será queimada pelo fogo, era apenas palha para Deus. E desde mesmo modo, existem muitos que têm realizado muitas obras, mas apenas para serem queimadas, pois são palhas.
Pregadores com os sermões idolatras, que em vez de engrandecer o nome de Cristo, exaltam é a oratória do pregador; são os cantores que em vez de louvarem o nome do Senhor fazem é o seu show particular nas igrejas; são os mestres que em vez de ensinarem o povo a seguir o exemplo de Cristo (Fp 2), querem é mostrar sua sabedoria humana e ostentar com orgulho os seus títulos alcançados. Estes tipos de pessoas querem é aparecer, querem ser vistos, reconhecidos e aplaudidos pelas multidões. Convide um destes pregadores, cantores ou mestres para ir a uma pequenina igreja do interior, e com certeza você vai ter um não como resposta, pois lá não vai dar para ele fazer aqueleeeeee.... show.
Será que estas pessoas estão tendo o mesmo sentimento de Jesus? E você? Leia Fp 2:5-8 e compare: "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz." (FP 2:8)
Agora existe um outro sentimento que não deveria ser seguido por ninguém, mas será que não está sendo seguido? Leia Ezequiel 28:17 e compare: "Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor..."
Qual destes dois sentimentos você está seguindo? No primeiro instante é claro que você vai falar que é o de Jesus, mas examine o seu coração e peça a Deus para lhe mostrar se há algum outro sentimento. Diga para Deus como o salmista no Sl 26:2: "Examina-me, SENHOR, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração."
A Bíblia fala em Pv 27:21 que o homem é provado pelo louvores que recebe. Como nos comportamos após um elogio público? Transferimos toda a glória para Deus, ou ficamos inchados até quase estourar de tanto orgulho? Seja sincero para você mesmo e responda a qual dos exemplos acima você poderia se comparar.
Conta-se que certa vez, John Bunyan (escritor do livro O Peregrino - um dos livros mais vendidos no mundo depois da Bíblia) depois de pregar seu sermão desceu do púlpito e logo foi parado por um irmão que disse: - "Pr. Bunyan, que bonita pregação!", ao passo que o Pr. Bunyan respondeu: "O diabo cochichou a mesma coisa em meu ouvido quando eu estava no púlpito". John Bunyan foi um homem que sempre seguiu o exemplo de humildade de Jesus, pois ele reconhecia que era apenas um pequeno servo, mas, nas mãos de um Grande Deus.
As obras que permanecerão são aquelas que são feitas com a intenção correta, ou seja glorificar a Deus e fazer Cristo conhecido. E nisto um grande exemplo foi João Batista, que disse: "É necessário que ele cresça e que eu diminua." (Jo 3:30).

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