sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Carta Informativa - Março de 2009

São José do Vale do Rio Preto / RJ, 1 de Março de 2009.

Por isso, não abram mão da confiança que vocês têm; ela será ricamente recompensada” (Hb 10.35 NIV)

Amados irmãos e companheiros na obra missionária,

Graça e a paz da parte de nosso Senhor Jesus Cristo.

Aqui estamos todos bem e com saúde, graças ao nosso Bom Deus.
Com relação à Itália, fizemos, através do Pr. Marcelo Martins, um importante contato na Itália. Com base neste contato, estarei enviando uma carta e nosso currículo para a Assembléia de Deus na Itália que tem o reconhecimento do Governo Italiano e, portanto tem condições de nos dar a carta convite para darmos a entrada em nossos vistos. O Concílio Geral da Assembléia de Deus estará analisando nosso pedido no final deste mês. Peço que estejam orando por isto. Não é algo fácil, mas temos boa possibilidade. Orem para que Deus esteja fazendo a Sua vontade.
Temos muitas promessas de Deus e cremos, como disse em outra carta, que o tempo está se aproximando. Se conseguirmos esta carta convite, planejamos estar indo para a Itália ainda nos próximos seis meses. Se o problema do visto for resolvido só nos restará completar o sustento. A crise econômica tem feito a cotação do euro subir bastante, o que defasou ainda mais o nosso sustento. Orem para que Deus levante novos mantenedores e que possamos completar o valor necessário do sustento.
Na última carta eu compartilhei o desejo de estar viajando a Índia para fazer o pastoreio dos obreiros indianos, visto a necessidade de vermos de perto o andamento do trabalho e planejar com os obreiros indianos a expansão dos trabalhos, além de estar ministrando um curso de reciclagem para os mesmos, e a possibilidade de um curso rápido para a preparação de novos obreiros. A diretoria de SEMIPA entendeu que isso é realmente necessário e aprovou a nossa viagem. A despesa com as passagens será paga com o fundo de pastoreio do Projeto Seara Índia, mas qualquer ajuda será sempre bem-vinda. Desejamos levar recursos para comprar Bíblias e outros materiais necessários para o ministério na Índia, especialmente material para trabalhar com crianças.
Estou planejando a viagem para o mês de Maio. Estamos abrindo a oportunidade para qualquer mantenedor dos Projetos Seara Índia ou Itália (pastores ou irmãos) que desejem viajar conosco para a Índia e ver em loco o trabalho ali. Os que desejarem deverão arcar com todas as suas despesas. Por motivos de segurança não poderemos levar mais do que quatro pessoas. Os interessados poderão entrar em contato com SEMIPA pelo tel.: (24) 22242448 ou pelo e-mail: contato@semipa.org.br para maiores informações. Lembrando que esta será uma viagem missionária e não turística.
Se os amados irmãos desejarem agendar nossa visita à sua igreja basta entrar em contato com SEMIPA. Será um grande prazer estar com os amados irmãos e poder compartilhar tudo o que Deus tem feito.
Muito obrigado por vossas orações e contribuições para o nosso ministério. Somos profundamente gratos a todos que estão em nossa retaguarda segurando as cordas!

Com gratidão,

Pr. Paulo Henrique, Alessandra, Matheus e Lucas
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Escreva para nós através dos e-mails:
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Candidato a servo inútil

Por Pr. Paulo Henrique

Assim também vocês, quando tiverem feito tudo o que lhes for ordenado, devem dizer: ‘Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever’”. (Lc 17.10 NVI)

Algum tempo atrás estive pregando em uma Conferência Missionária em Mogi das Cruzes - SP, onde também esteve palestrando o Pr. Edison Queiróz que têm uma vasta experiência ministerial e missionária. Se, independente da Igreja, já sinto um frio na barriga antes de pregar, ali foi maior.
Ouvir este homem de Deus realmente me impactou. De primeiro instante o que mais marca na vida deste homem de Deus não é a ostentação pessoal, mas a sua simplicidade e humildade. A primeira coisa que ele fez ao pegar o microfone foi reafirmar isto. Ele contou a experiência que teve em certa igreja. O pastor desta igreja disse que era difícil apresentar o Pr. Edison Queiróz que tinha tanta experiência e títulos merecidos. Então, este pastor perguntou por qual título o Pr. Edison Queiróz preferia ser nomeado. O Pr. Edison Queiróz pensou alguns segundo e disse: - Já sei por qual título gostaria de ser chamado. CANDIDATO A SERVO INÚTIL!
Fazendo referência a Lc 17.10, que diz que depois de fazermos tudo que nos é ordenado devemos nos considerar servos inúteis, pois apenas cumprimos o nosso dever; ele concluiu dizendo que, como ele ainda não fez tudo que é ordenado, ele é apenas um candidato a servo inútil. Esta atitude muito nobre deveria ser imitada por outros seguidores de Cristo, pois o Pr. Edison Queiróz, ao agir desta maneira, está apenas seguindo o exemplo de Jesus (Fp 2), nosso supremo modelo e exemplo. Mas, infelizmente, não é este o tipo de atitude que vemos nos dias atuais.
O texto bíblico acima não se refere a um servo que não quer fazer nada para o seu Senhor, mas ao contrário fala de um servo fiel que reconhece que mesmo depois de haver feito tudo que foi ordenado, fez somente a sua obrigação. Assim, se alguém ora 24 horas por dia (se isto for possível), não deveria se vangloriar, pois está fazendo somente aquilo que foi ordenado (orai sem cessar – 1 Ts 5.17). Também, se alguém prega 24 horas por dia, não está fazendo mais que sua obrigação (prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo – 2Tm 4.2). Por que então algumas pessoas ostentam “seus feitos” com tanto orgulho, quando ainda nem mesmo chegaram próximo de cumprir tudo o que nos foi ordenado?
Já vi alguns “pregadores famosos” chegarem ao extremo de dizer que devemos ter credito sobrando com Deus, ou seja, negando a GRAÇA, eles afirmam que quando se faz algo para Deus é como se Deus ficasse então nos devendo algum favor. Que tremenda heresia!
Deus nunca fica devendo nada para ninguém. Ao contrário, ele pagou a nossa dívida (Col 2.14). E não há nada, absolutamente nada, que nos faça merecedores da salvação ou de qualquer outra bênção de Deus. Tudo que recebemos de Deus é pela sua GRAÇA (favor imerecido). A Bíblia nos mostra de maneira muito clara que não merecemos nada, mas ainda assim nosso Bom Deus nos concede suas bênçãos, pelos méritos de Jesus Cristo na cruz do Calvário.
Muitas pessoas, e até lideres, querem ser reverenciados pelos títulos que ostentam. Poucas vezes, ou melhor, raramente líderes se intitulam de servos, servo inútil ou candidato a servo inútil então, nem pensar. Nossa sociedade, muito diferentemente do nosso Bom Deus, costuma medir as pessoas pelo que elas têm ou fazem, ao passo que Deus nos mede pelo que somos. Deus não nos mede pelo exterior (o que temos ou fazemos), mas sim pelo interior (quem realmente somos).
Se somos usados por Deus em algum ministério especifico não deveríamos ostentar nenhum orgulho. Afinal não fizemos nada para merecermos a salvação e tudo que recebemos de Deus é pela sua GRAÇA (favor imerecido). É Deus que nos dá a força, o vigor, a inspiração e a graça para fazermos algo na Sua obra. A Ele somente seja a glória por tudo! Nós, nem mesmo ainda, chegamos ao nível de poder dizer que fizemos tudo que nos foi ordenado. Considero-me também, mais um candidato a servo inútil.
Devemos prosseguir fazendo tudo aquilo que nos é ordenado, sempre com um coração grato a Deus, que nos dá a Sua graça para realizarmos a Sua obra. Apesar de não sermos dignos Ele nos faz participantes de Suas obras neste mundo. Que tremendo privilégio!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Salários baixos congelados e a Grande Comissão

Por Bráulia Ribeiro

Por que será que missionários ganham tão pouco, em geral muito menos do que pastores das igrejas locais? A regra é que os "salários", ou ofertas, melhor dizendo, dadas a missionários pelas igrejas na maioria das vezes não correspondem nem a 30% do salário pagos pelas mesmas igrejas a seus pastores. Além disso, os salários dos missionários geralmente são congelados, ou seja, nunca aumentam. Não são indexados à inflação, nem à receita da igreja.
Não sei como raciocinam os defensores desses salários congelados. Tudo sobe: o salário do pastor, os gastos em geral e os dízimos que a igreja recebe, é claro. Mas talvez eles esperem que o missionário consiga de uma forma milagrosa se proteger dos aumentos...
"Os missionários recebem de muitas fontes diferentes e os pastores, só de uma", diriam alguns. É verdade. Alguns investidores com coração missionário defendem a pulverização de seu investimento em missões. Sustentam 100 missionários com 100 reais cada um em vez de dez missionários com 1.000 reais cada.
Investidores também deveriam ter chamado específico. Abraçar projetos com o coração, ajudar nas estratégias, pensar com o missionário e ajudá-lo a investir certo. A pulverização enfraquece o relacionamento investidor-missionário. E é de relacionamentos que o reino de Deus subsiste.
Outra implicação desastrosa disso é que o missionário tem de sair buscando muitas fontes para tentar completar um orçamento razoável, que lhe permita não só viver mas também realizar o projeto para o qual foi chamado. Isso significa muita humilhação, muita "porta na cara".
A suposta vantagem de se ter muitas fontes não tem nenhum motivo espiritual, vem de tristes fatos. Muitos investidores e igrejas, quando passam por algum problema financeiro, cortam o salário do missionário, que então passa a figurar como gasto supérfluo. Às vezes nem avisam ao pobre coitado lá no campo. Outras vezes as juntas denominacionais se reúnem e discutem: "Por que é que ajudamos essa fulana lá na Índia? Vamos dar prioridade ao investimento em congregações locais?"
E no mês seguinte a fulana, lá na Índia, constata que o dinheiro não chegou. Então liga para a igreja e descobre que seu nome já não está na lista dos assalariados.
A constatação de que as coisas são assim mesmo torna os missionários precavidos: "Tenho de levantar em promessas pelo menos o dobro do que preciso para que eu venha ter pelo menos uns 70%. Também os deixa inseguros em relação ao futuro e os obriga a pulverizar seus relacionamentos, suas orações e suas emoções em uma carta xerocada 155 vezes em vez de dez ou quinze cartas originais para pessoas ou grupos de apoio realmente comprometidos.
Esse comportamento imaturo da igreja tem muitas más conseqüências:
* O missionário acaba tendo de renunciar a muitos projetos que desenvolve e começa a apenas sobreviver;
* Com o encolhimento do salário de sobrevivência, a vida se torna tensa para ele, pois, além das lutas espirituais do campo, a falta de dinheiro passa a ser um peso terrível;
* Como o tempo gasto com o levantamento de finanças para realizar cada nova iniciativa é muito, ele acaba diminuindo seus sonhos e encolhendo seus projetos;
* O relacionamento missionário-igreja perde muito. Na visão da igreja, torna-se um relacionamento sanguessuga, porque o missionário está sempre pedindo. Na visão do missionário, uma relação de abuso, porque a igreja cobra muito e não dá quase nada.
Gasta-se dinheiro com tudo o que se pode imaginar e a tudo se chama de "reino". Cadeiras novas para o templo é o "reino", ar-condicionado para a igreja é "reino". Mas, se a situação torna-se complicada, missões passa rapidamente da categoria "reino" para a categoria de "gastos supérfluos". Pessoas também não são "reino". O missionário com suas necessidades pessoais, não é "reino". Sua roupa ainda não está surrada o suficiente, seu carro não precisa de conserto, ele não precisa de plano de saúde. Estamos sustentando a "obra", o "reino", ou seja, o templo, as coisas, mas não a pessoa do missionário porque ele não é reino.
Não é de se admirar que no mundo inteiro a tarefa da Grande Comissão ainda esteja por realizar! Do dinheiro da igreja, 90% é investido na própria igreja; 7% em iniciativas evangelísticas onde o evangelho já foi pregado; e apenas 3% em iniciativas missionárias para aqueles povos que nunca ouviram o evangelho. Isso é, no mínimo, insensatez. Pecamos contra Deus deixando de passar para a frente o dinheiro que Ele nos deu para este fim, deixando de aplicá-lo onde deveríamos aplicar, administrando como queremos, e não como Ele quer.
O pecado sistemático da divisão do dinheiro dentro da igreja explica por que não temos aplicado em missões os recursos para completar a Grande Comissão, por que tantos povos morrem sem Cristo e por que muitos de nós vão chegar aos céus de mãos vazias.

Extraído da Revista ULTIMATO – Março/Abril, 2002 (Matéria escrita por Bráulia Ribeiro – Nascida e criada em ambiente ateu em Belo Horizonte, MG, converteu-se em 1980 e tornou-se missionária em Porto Velho, RO, onde leciona lingüística e missiologia na Escola de Treinamento Transcultural da JOCUM)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Carta Informativa - Fevereiro de 2009

São José do Vale do Rio Preto / RJ, 5 de Fevereiro de 2009.

“Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.” (Fp 2.13)

Amados irmãos e companheiros na obra missionária,

Graça e a paz da parte de nosso Senhor Jesus Cristo.

Aqui estamos todos bem, graças ao nosso Bom Deus. Ele é fiel e não nos desampara nunca!
Ainda estamos esperando as portas do visto para a Itália se abrirem. Cremos que estas portas estarão se abrindo muito em breve. Esperamos que isto aconteça o mais rápido possível. Enquanto isso não acontece temos nos dedicado à obra missionária aqui no Brasil e acompanhado a continuidade do trabalho na Índia.
No final do mês passado e início deste mês estive na cidade de Cajuri – MG, juntamente com parte da turma do Curso de Capacitação Missionária de SEMIPA (núcleo de São José do Vale do Rio Preto) para um trabalho intenso de evangelismo. Fomos muito bem recebidos pelo Pr. Jorge e família (missionários de SEMIPA naquela cidade), como também pelos irmãos ali. No evangelismo infantil tivemos cerca de 70 crianças que puderam ouvir a Palavra de Deus e se divertir com algumas brincadeiras. Tivemos também evangelismo pessoal, onde a grande maioria das casas da cidade foram visitadas, além de um culto ao ar livre na praça da cidade, que contou com a colaboração do Pr. Isaías e família (missionários de SEMIPA) e caravana da cidade de Ervália. Foi um tempo muito abençoando e, cremos que produziu um grande impacto na cidade.
Como os irmãos sabem, estamos tentando há vários meses realizar o trabalho voluntário de capelania no hospital de nossa cidade. Devido a troca de muitos cargos e a enorme burocracia ainda não conseguimos, mas está mais perto de conseguirmos. Falta agora a aprovação do Conselho Municipal de Saúde que ainda precisa ser formado. Estejam orando por isto.
No dia 3 deste mês tivemos a alegria de ver nosso filho Matheus descer as águas batismais. Ele afirmou de maneira espontânea para nosso Pastor (Pr. Julio Cezar) que deseja de se tornar um Pastor Missionário quando crescer. Glórias a Deus! Continuem orando pelo Matheus para que ele seja um poderoso instrumento nas mãos de Deus.
Temos acompanhado de perto as notícias da Índia e, apesar dos desafios, a obra continua crescendo e avançando em nome de Jesus. É meu desejo estar realizando uma viagem de pastoreio aos obreiros na Índia nos próximos meses ou, então, trazer um dos obreiros indianos para o próximo Congresso Missionário de SEMIPA. Este é ainda um desejo, precisamos primeiro entender qual seja a vontade do Senhor e depois termos a aprovação da Diretoria de SEMIPA. Orem para que a vontade do Senhor seja feita.
O nosso site www.orepelaindia.com atingiu a marca de mais de 200 mil visitas desde que foi ao ar em 04 de Junho de 2002 (no dia do aniversário do Matheus). Em 2008 foram mais de 62 mil visitas. E nestes primeiros meses de 2009 já foram mais de 30 mil visitas. Sinceramente algumas vezes pensei em parar com o site, pois temos algumas despesas com ele, mas mesmo sem ter muito tempo para atualizá-lo ele vem alcançando, agora, uma média de mais de mil visitas diárias, provendo informações sobre as necessidades da Índia. E, creio que somente a eternidade poderá revelar o efeito deste site na vida de muitos intercessores.
Nossa página do Orkut vem sendo atualizada com várias fotos. Agora são 11 álbuns com mais de 400 fotos.
Somos imensamente gratos a todos amados irmãos que estão conosco na obra missionária. Muito obrigado a todos por segurarem as cordas da oração e contribuição!

Com gratidão,

Pr. Paulo Henrique, Alessandra, Matheus e Lucas
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